Acabou o dinheiro!




O Fluminense não pode ficar calado! (Foto: Vinicius Toledo / Explosão Tricolor)

Galera tricolor, satisfação falar com vocês novamente! De volta das férias e com ânimo renovado, gostaria de usar este espaço para diversos assuntos acerca do nosso Fluminense. Formação do elenco, moleques de Xerém (tá na hora de alguém botar o dedo nessa ferida), ausência de novidades efetivas no elenco, meninas do vôlei (é, elas estão dando o sangue), dentre outras questões. Mas, com o espírito crítico de um site sério como o Explosão Tricolor, optei por repercutir a entrevista que nosso presidente concedeu ao portal Globoesporte.com. Acredito que ela esteja deixando todos de “cabelo em pé”.

Bom, após 30 dias de Fluminense, Pedro Abad resolveu falar. E, se não foi contundente nas críticas que realizou ao ex-presidente e padrinho Peter Siemsen, deixou algumas impressões que nos faz repensar o destino do clube e, principalmente, do futebol tricolor. Confesso que, desde Gil Carneiro de Mendonça (ele mesmo, que entrou no clube para atender o social e não o futebol), não me preocupava tanto um sequência de atos de uma diretoria.

Em suma, Abad deixou claro que a situação financeira do clube é absolutamente caótica. Sim, porque quando um presidente diz que ela “não é confortável”, é porque de fato as coisas não andam bem. E a fala dele não deixa margem para dúvidas.

Preocupa também quando ele fala que o futebol no Fluminense é feito de forma pouco profissional. Como assim? O Peter não dizia aos quatro cantos que tinha profissionalizado o futebol do clube e que esta era a razão de não realizar as contratações que o time precisava? Afinal, “precisamos equacionar as contas”, dizia o ex-mandatário.

Abad chegou a mencionar que era preciso “remodelar o futebol do clube”, ao responder à pergunta se o Fluminense gastou mal os parcos recursos que possui. Ora, mas não era essa a bandeira até então erguida: contratações pontuais apenas para suprir a carência do time, gastando onde efetivamente precisava?

Mas o atual presidente não parou por aí. Disse ainda que a economia de R$ 15 milhões neste ano com o empréstimo e venda de jogadores do elenco não é o suficiente para atender as necessidades do clube. Avaliando tal resposta, a torcida pode chegar à conclusão de que não há orçamento para novas contratações, ainda que ele tenha tentado dizer o contrário em parte da entrevista.

Outra informação do Presidente que pegou a torcida de surpresa foi a de que o Fluminense antecipou uma parcela do direito de transmissão com a Rede Globo. Na verdade, ele quis passar uma maquiagem na informação (uma “pedalada informacional”) dizendo que o clube pegou um empréstimo com a emissora e deu como garantia o contrato. Ora Senhor Presidente, se precisava de empréstimo porque não antecipou uma parcela da cota? Para anunciar isso como campanha eleitoral? Definitivamente, de forma velada, houve a antecipação dessa parcela, e isso foi um engodo eleitoral que a torcida não merecia ouvir.

Mas, sem dúvida, duas grandes partes da entrevista merecem maior destaque. A primeira foi quando o repórter teve a “sacada” de perguntar por que Abad, que era p00residente do Conselho Fiscal, não observou os problemas financeiros quando estava à frente do órgão? E a segunda foi o questionamento sobre o tamanho da dívida do clube e qual é o gasto mensal com ela. Nos dois questionamentos, Abad “escorregou” e não disse rigorosamente nada.

Ao primeiro questionamento ele respondeu que não cabe ao Conselho Fiscal decidir sobre a vida do clube. Apenas analisa contratos. Ora, mas nessa análise cabe ao órgão a emissão de parecer pela aprovação ou reprovação. E mais! É de sua competência questionar todo e qualquer gasto do clube. E não me lembro de nenhuma atuação proativa nesse sentido.

Já na segunda pergunta citada, como sempre, a falta de transparência reinou. Ele nada falou sobre valores. Aliás, transparência é algo que tenho brigado desde que comecei no site. Não é possível que não saibamos quanto o clube arrecada e gasta. É como se a torcida tivesse apenas que torcer, pagar ingresso e quitar o sócio-torcedor. Enfim, logo a torcida tricolor, diferenciada por sua classe e capacidade intelectual e crítica, não pode suportar mais essa falta gritante de transparência no Fluminense que só prejudica a relação torcida-time.

Sugestão para o Abad: aproveite que tá começando agora e contrate uma auditoria séria, independente, e faça um levantamento da vida do clube, incluindo o seu maior patrimônio, que é o futebol. Divulgue o resultado na íntegra. Fazendo assim terá o apoio da massa.

Ser Fluminense acima de tudo!

Toco y me voy:

  1. Livramo-nos do Cícero. Por mais que ele tenha lampejos, definitivamente o futebol moderno não admite jogadores que não se entregam em campo.
  1. Notícias boas também têm espaço no noticiário, e acredito que Sornoza e Orejuela são duas delas. Que eles façam no Fluminense o que fizeram no seu antigo clube e terão as graças da torcida.
  1. Gostei da postura do Abel em dar a escalação do time para o jogo de amanhã. E gostei do que vi. Acredito que há espaço para o Lucas Fernandes e, com o retorno do Gustavo Scarpa, teremos um bom time para iniciar as partidas. Mas são os 11 e mais alguns “gatos pingados”. O elenco ainda é fraco.
  1. Henrique Dourado nãããããããooooo…

5. Os meninos de Xerém parecem um monte de Cícero juntos: sonolentos e sem brilho. Merecerão o devido destaque (negativo e realista) em outras colunas.

Evandro Ventura / Explosão Tricolor

 

Foto: Vinicius Toledo / Explosão Tricolor

Siga-nos no Twitter e curta nossa página no Facebook

INSCREVA-SE no nosso canal do YouTube e acompanhe os nossos programas!

SEJA PARCEIRO DO EXPLOSÃO TRICOLOR! – Entre em contato através do e-mail: explosao.tricolor@gmail.com