A conta das velhas práticas amadoras




Não se brinca com paixão (Foto: Vinicius Toledo / Explosão Tricolor)



Mais uma porrada sofrida no Brasileirão. E o pior de tudo: o torcedor tricolor já não tem nem mais força para perguntar até quando ou xingar. Esperança é algo que parece ter dado adeus ao Fluminense há tempos. Talvez a ganância e a escancarada sede do poder de todos que passaram ou estão à frente do comando clube expliquem isso. Mas uma parte da torcida também é culpada. É a turminha que passa pano para dirigente, jogador e até grupo político. Essa galera cria a zona de conforto dos sonhos para dirigentes amadores e bajuladores fazerem o clube de gato e sapato.

A bagunça num simples balancete contábil retrata bem o cenário amador do clube em pleno Século XXI. A impressão que passa é a de que parece ser proposital. Porém, a torcida jamais saberá a realidade. É a tal da transparência, que tanto cobramos nos últimos anos, mas que os representantes dos sistemas feudais da Álvaro Chaves, 41, chamam de politicagem. Sai um povo, entra outro, mas o cenário é sempre o mesmo, ou seja, uma zona. O curioso é que trocam apenas uma meia dúzia de cabeças da linha de frente, mas a curriola sugadora segue firme e forte. A consequência maior de tudo isso é que a bola não entra por acaso. Sendo assim, o futebol agoniza.

No Castelão, contra o Ceará, o Fluminense deu mais um grande passo rumo à Série B. Ou será que é rumo ao fim?

No primeiro tempo, falha grosseira de um sistema defensivo que já é frágil de natureza. Para piorar, Nenê matou quase todas as ações ofensivas da equipe. Nem o limitadíssimo Marcão aguentou e tratou logo de sacar o veterano no intervalo.

Nos quarenta e cinco minutos finais, o Fluminense encurralou o Ceará, mas… Pois é, o time teve 72% de posse de bola e deu quase 20 finalizações, só que foi incapaz de fazer um mísero gol. Ouso dizer que se fosse uns 3 a 1 para o Fluminense, não seria exagero algum. No entanto, futebol é bola na rede. E o Ceará se aproveitou do desespero tricolor para ampliar e, consequentemente, fechar o nosso caixão. Fim de papo e uma constatação: a Série B é logo ali.

Vai ter torcedor falando que o Fluminense está azarado, outros dirão que o problema maior é a limitação técnica do elenco. Porém, o povo tem que entender que futebol não se faz com malandragem. Treinamento, ciência e gestão são fundamentais para o sucesso dentro dos gramados. Ou seja, não há mais espaço para velhas práticas amadoras. Infelizmente, o Fluminense parou no final dos anos 80 e hoje vê as bandas até do Athletico-PR e Bahia passarem…

Triste, muito triste.

Forte abraço e ST

Vinicius Toledo



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