Aconteceu de tudo na Fonte Nova




FOTO: LUCAS MERÇON / FLUMINENSE F.C.



Aconteceu de tudo na Arena Fonte Nova durante a derrota do Fluminense para o Bahia. Primeiramente, o desmanche do trio de meio de campo foi algo que pesou bastante. Se alguém ainda tinha dúvida sobre a importância do Allan, agora não tem mais. Paulo Henrique Ganso é outro que faz falta. Pode não ser o dos tempos do Santos, mas ele faz o jogo andar.

Fernando Diniz optou por colocar Yuri, Léo Artur e Pedro nas vagas de Allan, Ganso e Luciano. Infelizmente, não deu certo. Yuri foi péssimo, Léo Artur foi nulo e Pedro ainda não está afiado. Para piorar, João Pedro teve que atuar fora da área. Isso também pesou contra. O moleque vem se destacando dentro da área. E bastou voltar a atuar na posição certa para deixar o seu na rede dos baianos.

Fernando Diniz errou na escalação? Com toda sinceridade, isso é discutível. Eu, por exemplo, gostaria de ter visto o Mascarenhas na lateral-esquerda e o Caio Henrique na vaga do Allan. No entanto, tenho que admitir que a longa inatividade do lateral pode ter pesado contra. Vale ressaltar que o último jogo dele foi na sexta-feira de Carnaval, ou seja, no início de março.

Poupar o Ganso não deve ter sido opção do treinador. Com certeza foi por necessidade constatada pela comissão técnica. Todo mundo sabe que a condição física do camisa dez requer cuidados.

Sobre a opção de escalar João Pedro e Pedro juntos, achei a tentativa válida, mas não deu certo. Burrice? Lógico que não. Juntar talentos sempre é válido, mas nesse caso ficou provado que ainda não era o momento. Faz parte do processo de construção do time.

No primeiro tempo, o Fluminense foi praticamente nulo na criação. O time até teve muita posse de bola, mas não conseguiu furar a forte marcação baiana. Após o intervalo, Diniz teve que apelar para o Ganso e o Marcos Paulo. A rapaziada até deu sinal de vida, mas não foi o suficiente para escapar da derrota. Uma derrota que, diga-se de passagem, teve de tudo e mais um pouco.

A falha bizarra do Agenor não pode passar batida para um time que está disputando duas competições de mata-mata. Para agravar ainda mais a situação, o VAR funcionou de forma inédita. Impressionante como ele funciona rápido contra o Fluminense. Sobre a questão da utilização ter sido correta ou não, prefiro aguardar o posicionamento de alguém que domine por completo essa questão. Até o fim da noite deste domingo, vi diversas interpretações distintas. Surgiu até um trecho da regra atualizado, que ainda não era de conhecimento público. 

Situação delicada no Campeonato Brasileiro, mas que não surpreende por conta da pesada sequência de jogos e, principalmente, pelo fato do Fluminense ter um elenco limitado. Dependendo dos desfalques e da condição física de alguns jogadores, a coisa desanda um pouco. O grande desafio do Fernando Diniz, até a paralisação para a Copa América, será o de entregar resultados com um elenco limitado e desgastado fisicamente.

No restante, segue o jogo, mas, por favor, sem caça às bruxas. Diniz e a rapaziada merecem o nosso apoio.

Saudações Tricolores!

Vinicius Toledo



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