Associação em massa e Ariel Holan




Foto: Vinicius Toledo / Explosão Tricolor

Depois de mais um ano dramático do Fluminense, confesso que estou recolocando as ideias em ordem para poder debater diversos assuntos aqui no espaço. Com certeza, não falta conteúdo para falar sobre os mais variados temas.

O BackOffice, por exemplo, é algo que precisa ser esclarecido. O aumento de R$ 1,9 milhão para R$ 3,7 milhões mensais de 2018 para 2019 até hoje não foi explicado. Se pegarmos o aumento de R$ 1,8 milhão mensais e multiplicarmos pelos 12 meses do ano, chegaremos ao valor de R$ 21,6 milhões. Ou seja, pouco mais que o dobro do valor de um patrocínio master.

A atual gestão assumiu em junho com a promessa de mapear o custo do BackOffice. Porém, após seis meses, o presidente disse que o assunto ainda está em fase de mapeamento. Quanto tempo mais será necessário? No entanto, o foco do papo de hoje não é sobre BackOffice. Na verdade, quero falar sobre os dois principais temas que estão tomando conta das redes sociais tricolores: associação em massa e Ariel Holan.

Não é de hoje que o Fluminense necessita de um grande quadro de sócios adimplentes. Nos dias de hoje, qualquer clube brasileiro que queira competir com o mínimo de dignidade tem que ter uma receita de, no mínimo, uns R$ 4 milhões, só com o seu quadro de sócios. Isso é só para começar.

Infelizmente, o Fluminense parou no tempo há três décadas. Por sorte, apareceu a Unimed no período de 1999 a 2014. Porém, mesmo com a ex-patrocinadora bancando entre 70% a 80% da folha de futebol, as gestões conseguiram aumentar as dívidas do clube.

Agora, o Fluminense está em situação caótica. Diria que muito próximo de um colapso financeiro. Inclusive, na última coletiva do presidente, fiquei com a impressão de que ele estava com vontade de jogar a toalha. O brilho nos olhos e o caloroso discurso dado durante o período eleitoral foram substituídos por um discurso nada animador.

Recentemente, torcida até tentou realizar uma campanha de associação em massa, mas não emplacou. Já o Marketing do clube segue com a sua costumeira inoperância. O que fazer?

É óbvio que não dá para fazer milagre. No entanto, grande parte da torcida está implorando a contratação de um treinador do exterior. Há alguns disponíveis no mercado, mas o nome do argentino Ariel Holan parece que virou o preferido do torcedor tricolor. Quem também está livre é o espanhol Ángel Ramírez, que conquistou a Copa Sul-Americana deste ano à frente do Independiente del Valle, do Equador.

Pode parecer loucura da minha parte, mas acho que a hora é agora. Contrata o Ariel Holan ou o Ángel Ramírez e coloca o treinador do Sub-17 como auxiliar para ajudar no processo de transição de alguns talentos de Xerém para o profissional. Quem pagaria a conta? A torcida através da associação em massa. Isso, é claro, considerando que a diretoria direcionará a receita apenas para o futebol e que blindará parte dela de possíveis penhoras. Entretanto, se a torcida não abraçar, aí, meus amigos e minhas amigas, pode encerrar com tudo.  

Definitivamente, chegou a hora do presidente Mário Bittencourt realmente dizer a que veio. Coragem para movimentar o futebol, transparência nas finanças e ruptura com ciclos viciosos que dominam o clube há décadas são obrigações. Se não for desse jeito, esqueça. O torcedor não está disposto a esperar por doze anos…

Forte abraço e ST!

Vinicius Toledo 

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