Azedou de vez: Clima entre FERJ, Fluminense e Botafogo fica mais acirrado após atitude da entidade




Foto: Úrsula Nery/ Agência FERJ



FERJ cobrou de Botafogo e Fluminense valores dez vezes maiores do que a Flamengo e Vasco em jogos da 4ª rodada da Taça Rio

O clima acirrado entre FERJ, Fluminense e Botafogo ganhou um novo capítulo: a entidade cobrou da dupla valores 10 vezes maiores em despesas operacionais nas partidas da 4ª rodada da Taça Rio em comparação a Flamengo e Vasco, conforme demonstram os borderôs.

O Tricolor e o Alvinegro, inclusive, não assinaram os documentos, que após a realização das partidas costumam ser rubricados por representantes dos clubes envolvidos e pela federação. Nesta quarta-feira (01/07), a FERJ puniu o clube de General Severiano com a perda de um mando de campo pelo não pagamento das despesas relacionadas à partida.

Irritado com a situação, o presidente do Botafogo, Nelson Mufarrej, indicou que pode entrar na Justiça contra a FERJ.

– Basta um exercício de simples comparação com outros jogos. Não assinamos o borderô. Não concordamos com ele. A FERJ enviou um batalhão de funcionários para trabalhar em um jogo sem público. O Estádio Nilton Santos já havia sido aprovado pela Vigilância Sanitária. As despesas saltaram sem explicação. Queremos justificativas das despesas operacionais que eles nos empurraram para pagar e, para isso, já acionei o Departamento Jurídico. Não nos surpreende em nada essa postura lamentável da FERJ. Como recebemos essa informação? Com serenidade. O Botafogo vai sempre trazer à baila assuntos que entende ser dos seus interesses, sem medo de represálias ou retaliações. O Clube não vai deixar de se posicionar para apoiar o melhor protocolo, que é aquele que preserva as vidas. Nessa pandemia, a FERJ deu aula de como desrespeitar filiados que pensam de forma diferente. Sabe por que não pagamos os “custos FERJ” na partida contra a Cabofriense? Porque o Botafogo discorda plenamente dos custos operacionais apresentados pela FERJ – disse Nelson Mufarrej.

O mandatário alvinegro se refere principalmente aos custos denominados de “despesas operacionais”, que foram 10 vezes maiores para a dupla Botafogo e Fluminense. Na última rodada, a entidade cobrou R$ 25 mil nos borderôs dos dois, enquanto Flamengo e Vasco desembolsaram apenas R$ 2,5 mil e R$ 2,2 mil, respectivamente, pelo mesmo quesito. Também há diferença, menor, no custo “delegado/ouvidoria”.

O valor é diferente, também, comparado ao último jogo do Botafogo antes da quarentena, contra o Bangu, em 15 de março. No mesmo estádio, o Nilton Santos, e também com portões fechados, o custo foi de R$ 1.150. O Alvinegro acredita que a cobrança pode ter motivação política.

Procurada pelo portal “Globo Esporte”, a FERJ afirmou que “se fez necessário aumento das despesas para organização da partida, com suas complexidades. Tudo foi realizado dentro da legalidade e está previsto no regulamento, aprovado pelos 16 clubes que participam a Série A do Campeonato Carioca”. O Fluminense, por sua vez, ainda não se manifestou sobre o caso.

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Por Explosão Tricolor / Fonte: Globo Esporte

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