Bar dos Guerreiros: um espaço que não engrena




Amigos Tricolores,

Venho falar de um espaço estratégico do Fluminense, um local para convívio dos associados, mas que, embora até tenha tido bons momentos, não consegue se firmar: o Bar dos Guerreiros.

A ideia foi muito boa: um bar temático, todo ornamentado com as três cores sagradas, camisas, fotos e homenagens decorando o ambiente, cardápio tricolor e várias telas de TV, além de um telão onde já foram passados vários jogos. Até no banheiro tem uma tela.

Tudo muito bacana no início, novinho, dava mesmo um certo orgulho frequentar. Aos poucos fomos descobrindo que o cardápio elaborado era do tipo “só que não”. Conhecem? Você vai ao restaurante e pergunta sobre um certo prato. O garçom responde: “É assim assim, assim assado, servido com batatas portuguesas, molho a escolher etc. Só que não tem.” E este outro?, pergunta o freguês: “É bom também, só que não tem no momento.”

Sério, teve um dia que perguntei o que tinham, para poupar tempo. E tinha muito pouco!  Era até constrangedor: “Ah, o mate não tem hoje, não temos crepe porque deu um defeito na máquina, acabaram as tortas das sobremesas…”, explicava o garçom em busca de argumentos. Era mais difícil do que explicar como uma federação de futebol pode organizar um campeonato e beneficiar tanto certos clubes, em prejuízo de outros, quando deveria ser imparcial.

Bem ou mal o Bar teve alguns momentos de sucesso, mas o forte sempre foi liberar a bebida a um preço fixo, ou a promoção do chope em dobro, e assim ocorreu em diversos jogos do Fluminense na Libertadores, quando inclusive as reservas logo terminavam, apesar do preço salgadinho.

O atendimento era limitado, se você pedisse um prato durante o jogo estava perdido, o melhor era desistir e torcer pelo Fluzão de barriga vazia mesmo, o jeito era se alimentar de gols. Aconteceu algumas vezes comigo. O Walter ali estaria perdido!

Acho que 2012 foi o auge do Bar dos Guerreiros, vi muitos jogos da Libertadores ali e da linda campanha do TETRA! E as comemorações de gols e vitórias eram sensacionais.

Tive a sorte de poder comemorar em 2013 meu aniversário em alto estilo no Bar dos Guerreiros, numa noite que muito me emocionou. Havia, na época, na primeira sexta-feira de cada mês, um evento noturno chamado “Flu by Night”, com um animado som ambiente. E os associados podiam entregar previamente uma “lista amiga” de convidados não sócios na secretaria, e estes entravam por um valor de  R$ 10,00. Posso dizer que funcionou bem, e coloquei uns 60 amigos e familiares naquela noite no evento, levei bolo e comemorei meus 50 anos em grande estilo. Me lembro até que algumas pessoas se interessaram em se associar ao clube, e até torcedores de outros times elogiaram bastante o espaço. O problema infelizmente foi o recorrente: pouquíssimas variedades culinárias no cardápio “só que não”, e as poucas opções acabaram logo. O negócio era beber, mas de estômago vazio fica difícil. Meu bolo com um belíssimo escudo tricolor salvou a festa.

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Meu bolo de aniversário no evento “Flu by Night”, que não mais existe e durou poucos meses.

Mas o “Flu by Night” durou poucos meses. Triste, mas o que era bom durou pouco, para confirmar o ditado. O Bar fechou, ocorreu uma obra, e depois não havia previsão para reabrir.

Passou meses fechado, sem previsão. Sem explicação!

Nova equipe iria assumir, estavam em negociações, era tudo o que eu conseguia ouvir.

Reabriu para alguns poucos jogos do Brasileirão do ano de 2013 e 2014, com os mesmos problemas. Mudou um pouco o sistema, nos dias de jogos havia uma espécie de buffet, liberado e incluído num preço fixo. Mas a variedade era complicada: pastéis, linguiça, pizza e batata-frita. Mas a pizza mesmo era episódica, e quando chegava acabava logo, quase num avanço.

Foi um momento mais triste: comida um pouco mais farta, mas gols do Fluminense mais escassos, um Brasileirão difícil! De barriga cheia eu pensava: “Eu era feliz, com fome, e não sabia!”

Os gols do Fluminense são o melhor alimento! Para a alma!

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A galera tricolor assistindo a um jogo no Bar dos Guerreiros.

Alguns eventos ocorreram, lançamentos de livros, noites de autógrafos, a emoção da homenagem ao Romerito (no lançamento de seu livro “Romerito – Tricolor de Corazón”), ao time de Assis e Washington, quando o Assis, já doente e poucos dias antes de sua passagem (escondia de todos a doença), pacientemente atendeu até o último torcedor, tirando fotos durante toda uma noite, em pé, atendendo a uma longa fila.

O espaço tradicional do almoço nunca foi bem aproveitado, o sistema de comida a quilo sempre deixou a desejar. Cardápio limitado, reposição muito fraca. Sabem aqueles quilos de iguarias de um nome só? Arroz, feijão, macarrão, tomate, alface, beterraba e no máximo uma carne ou um frango. Nem pensar numa batata recheada com carne, numa lasanha de presunto ou algo assim… E era bom chegar logo, porque algumas coisas rapidamente acabavam, e depois de uma certa hora era comer o que tivesse…

Definitivamente a cozinha propriamente nunca foi o forte do Bar temático. Talvez por desde o nascedouro ser o reduto da Brahma, inclusive a obra inicial foi bancada pela cervejaria.

Vai começar o Brasileirão. O sócio (e até os convidados tricolores) esperam pela revitalização do espaço, para torcer pelo Fluzão nos jogos fora do Estado. Um espaço genuinamente tricolor, um Bar onde você não encontra aqueles torcedores malas secando, um Bar onde você se orgulha de torcer e gritar Nense do início ao fim da partida. Tive informações de que reabrirá em maio, não se sabe com que equipe, com que tipo de serviço, cardápio…

Um espaço que tem que voltar com tudo, para a alegria e orgulho do torcedor tricolor!

Porque O IMPORTANTE É O SEGUINTE: SÓ DÁ NENSE!!!

Por PAULONENSE
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Bar dos Guerreiros: um espaço ideal para tricolor torcer pelo Fluzão em jogos fora do Rio de Janeiro.

 

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