Bons frutos do Tricolor




Luiz Henrique (Foto: Lucas Merçon / Fluminense F.C.)
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O melhor primeiro tempo do ano. Simples assim. A parada era dificílima contra o líder Atlético Mineiro fora de casa, tão difícil que a boa parte da torcida preferia nem pensar no jogo antes do apito inicial no Mineirão. Quando a bola rolou, o Fluminense fez uma etapa inicial praticamente impecável contra o elogiado time de Sampaoli. Um pontinho que deve ser valorizado neste Brasileirão.

Esse empate começou a ser construído no momento do check-in no aeroporto. Com Fred e Nenê preservados, Luiz Henrique e Fernando Pacheco foram as sacadas de Odair Hellmann para aproveitar os espaços na defesa do Galo. O peruano, porém, mal completou um minuto em campo e sentiu uma lesão muscular quando tinha a defesa rival aberta pela frente. Quem entrou no lugar dele? O autor de um gol de placa: Caio Paulista, o homem sem gols na carreira.

O golaço do camisa 70 merece um parágrafo à parte. Luiz Henrique fez uma ótima jogada pela esquerda e tocou no meio para Caio Paulista, que dominou a bola levantando para o pé esquerdo. E então, caixa! Chute no ângulo sem chances para Éverson.

Depois do tento, o Tricolor seguiu fazendo um belo primeiro tempo, não sendo ameaçado pelo líder graças à segurança do quarteto de defesa e o trio do meio mostrando a disposição de quem joga por um prato de comida. A atuação de Yago resumiu muito bem os nossos 45 minutos iniciais. Lá na frente, Luiz Henrique também era um dos melhores do time com dribles que infernizaram o lateral-direito atleticano.

Na volta do intervalo, o próprio moleque de Xerém teve a grande chance do Fluminense no jogo aos 4 minutos, mas espirrou o taco após fazer tudo certo e sair de cara com o arqueiro mineiro. O gol perdido não tardou a fazer falta. Minutos depois, o Atlético foi recompensado pelo ímpeto que demostrou desde o início da segunda etapa. A partir daí, caímos de produção por conta do desgaste, da melhora do rival e das substituições ruins de Odair — ou a ausência delas — mas nos seguramos.

A saída de Luiz Henrique para a entrada de Marcos Paulo tem como única explicação possível a parte física. Marcos Paulo entrou e não sujou o uniforme. Outro que entrou foi Paulo Henrique Ganso, mas apenas aos 40 da etapa complementar. Por outro lado, Hudson seguiu destoando até o apito final com a braçadeira de capitão do Fluminense Football Club.

Se Muriel não estivesse em uma de suas noites santas, o segundo tempo teria sido um balde de água fria na empolgação do torcedor. Para ser justo, todo o setor defensivo do Tricolor esteve acima da média — Egídio não comprometeu. Digão foi intransponível pela segunda partida consecutiva.

Caso consigamos manter esse padrão de jogo com as linhas mais altas e a mesma intensidade que assistimos sobretudo no primeiro tempo, podemos esperar bons frutos.

Curtinhas:

– Igor Julião fez uma ótima partida. Keno não conseguiu se destacar.

– Esse time mais rejuvenescido merecia ganhar uma sequência, mas não acredito que isso vá acontecer.

– Odair morreu abraçado com duas das cinco substituições. Críticas à parte, tiramos os 100% deles em casa.

– Samuel não poderia ganhar uns minutos em partidas contra times mais modestos como Coritiba, Goiás, Ceará etc?

Saudações Tricolores, galera!

Carlos Vinícius Magalhães

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