Campanha do Flu no Brasileirão, indefinição sobre o futuro de Dodi, críticas por recuo da equipe e muito mais: leia a entrevista coletiva de Odair Hellmann






Comandante tricolor concedeu entrevista coletiva no Estádio da Serrinha

Após a vitória do Fluminense por 4 a 2 sobre o Goiás, na noite desta quarta-feira (07), o técnico Odair Hellmann concedeu entrevista coletiva no Estádio da Serrinha, em Goiânia. O treinador falou sobre o triunfo diante do time esmeraldino, campanha do Tricolor no Brasileirão, críticas por recuo da equipe, indefinição sobre o futuro de Dodi, grande número de desfalques e muito mais. Leia a íntegra abaixo:

Vitória sobre o Goiás 

“Vitória muito importante e que se torna mais importante ainda pela sequência que a gente teve nesses últimos três jogos após a eliminação, aquela derrota dolorida para nós, todos ficamos chateados. Importante foi essa resposta rápida de performance e resultado.”

Campanha do Fluminense no Brasileirão

“Nesses últimos três jogos fizemos sete pontos, dois jogos fora, apesar de ser um clássico. Então foi importante essa reação, mostrar nossa força de trabalho, consistência no campeonato, por isso estamos disputando a parte de cima da tabela. Estamos fazendo um campeonato de muita regularidade. Vamos buscar melhorar para a próxima partida para continuar essa campanha bonita que estamos fazendo até agora.”

Grande número de desfalques

“A gente espera poder contar o mais rápido possível com todos os jogadores. A gente acabou tendo esse problema do Covid, tirou 10 jogadores, se não me engano, e uma situação de lesão com o Wellington, preocupação de cartão com o Michel. Bastante dificuldade da gente ter opções, características diferentes para poder fazer um início de jogo pensando em estratégias diferentes, mas o grupo deu uma resposta muito positiva, muito forte. O ambiente é muito positivo, muito leve, muita confiança. A gente às vezes perde, oscila, mas a gente busca dar uma resposta o mais rápido possível.”

Elogios ao elenco 

“Essa é uma força desse grupo. Hoje, mais uma vez, saímos atrás no placar mas tivemos maturidade, consistência, consciência de jogo para continuar fazendo o nosso jogo, construindo. Importante ressaltar o número de gols. A prática, às vezes, é muito distante das teses e a equipe é uma equipe que, às vezes, até não cria muitas oportunidades, às vezes pelo adversário, às vezes pela dificuldade de movimentação que o próprio jogo impõe.”

Evolução ofensiva

“A equipe tem o segundo melhor ataque da competição, mostra que a gente sempre joga para vencer, buscar o gol, estar criando oportunidade. E, mais importante que criar, se fala muito da relação de criar e posse de bola, a equipe está melhorando no aspecto de finalização. Tentando esse repertório para continuar produzindo essa situação ofensiva, que está muito forte dentro da nossa equipe. Então é continuar assíduo, ter a consciência que quando houver um momento de oscilação dentro de um jogo ou de uma sequência de jogos, ter essa maturidade que tivemos hoje para reverter o placar. Passar por esse processo. Quando houver uma derrota, visualizar o que está acontecendo para no próximo jogo já dar uma resposta como esse grupo tem feito. E, assim, se fortalecer cada vez mais para a competição.”

Críticas por recuo da equipe

“Essa é mais uma discussão que se fala que o time recua. Vejo 200 jogos por semana, todas as equipes quando o adversário está com a bola se compactando, defendendo. Algumas tentando pressionar mais alto, como o Atlético-MG, por características de seus jogadores que ajudam nesse processo de ser mais intenso sem a bola, criar essa dificuldade de uma construção inicial do adversário. Mas vejo times europeus também, quando sem a bola, defender baixo, compactar atrás da linha da bola. Aqui não tem comando de recuo, jogadores não querem recuar, só que a gente joga contra adversários, e em alguns momentos do jogo você erra na marcação. Como por exemplo no primeiro gol hoje. A bola era toda nossa, e uma tentativa de ataque desencadeou uma situação que desequilibrou, fomos errando e tomamos o gol. Isso tem que ficar muito claro, não há comando nenhum de recuo.”

Variação tática 

“Hoje fizemos uma variação tática que estamos trabalhando desde o início do ano. Já fizemos ao contrário e deu certo, outra vez não deu. São situações que, eu como treinador, preciso buscar. E precisa estar dentro da ideia, dentro de um conceito trabalhado, e não tirar uma situação da cabeça no meio do jogo, porque aí é empirismo, é fazer as coisas de qualquer jeito. E a gente trabalha dia a dia com conteúdo, porque precisamos ser o mais organizados possível, o mais competitivo possível, mais ofensivo em termos de construção.”

Diferença entre estratégia e conceito

“As estratégias elas são jogo a jogo. O conceito estrutural, os pilares, eles não mudam, independentemente do sistema e do adversário. São os pilares que você constrói no início, na pré-temporada, a base da sua ideia de jogo. E dentro da nossa ideia de jogo está essa construção, a parte técnica inicial, a posse, rodar buscando desequilibrar o adversário e aí você tem as situações ofensivas e defensivas dentro desse processo. Temos nossos conceitos centrais estabelecidos. E as estratégias podem mudar de acordo com o adversário, com as circunstâncias dentro do jogo.”

Posse de bola 

“Há uma discussão sobre ter posse de bola, não ter posse de bola. Eu quero ter posse de bola, mas quero fazer o gol. Não quero passar a noite toda com a bola no pé. Eu tenho trabalhar essas situações. Tem jogo que conseguimos mais, tem jogos que temos mais dificuldades. São situações que precisamos corrigir sempre para frente.”

Indefinição sobre o futuro de Dodi

“O Dodi está jogando muito bem, está concentrado, está focado no que tem que fazer dentro de campo, deixando as pessoas resolverem sua questão extracampo para que não atrapalhe a performance dentro de campo. Está colhendo os frutos de boas atuações. Está focado no jogo, no treino. Isso é o mais importante.”

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Por Explosão Tricolor

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