Com as sandálias da humildade, o Fluminense fica mais bonito




A torcida do Fluminense no Maraca arrepia! (Foto: Vinicius Toledo /Explosão Tricolor)
 A torcida do Fluminense fez bonito! (Foto: Vinicius Toledo /Explosão Tricolor)
A torcida do Fluminense fez bonito! (Foto: Vinicius Toledo /Explosão Tricolor)

Vamos lá… É para cair em desespero? Claro que não. Mas vale uma reflexão. Primeiro de tudo: faltou um pouco de humildade. De quem? De todos. Desde o anúncio da contratação do Ronaldinho Gaúcho, muitos tricolores extravasaram. O torcedor sempre estará no direito de colocar sua emoção para fora. Até aí, tudo bem. Mas quando você vê dirigente provocando, departamento de Marketing idem e uma soberba tomando conta, o resultado é este aí que vimos. 

Alguém poderá me reprender dizendo o seguinte: “Não viaja, Vinicius. Tá falando besteira!”.

Serei obrigado a responder: “Meu amigo, futebol também se ganha no vestiário, numa preleção… Se lembra da final da Copa do Brasil 2007? Pois é… Antes do jogo, a comissão técnica do Fluminense colou no vestiário alguns pôsteres do time Figueirense. Detalhe: pôsteres de campeão. O final da história está lá na nossa sala de troféus.”

Eu mesmo, estava na pilha e muito empolgado, mas ao mesmo tempo, com os pés no chão. São quase 30 anos acompanhando isso. Na última coluna, na parte das “explosivas do guerreiro”, coloquei o seguinte:

“Todo cuidado é pouco… A zoeira por causa do R10 e do lado direito foi muito grande. Até o nosso vice de futebol e o Marketing do clube andaram colocando uma pilha… O Vasco está numa grande “M”, mas ainda é o Vasco. O cara do charuto deve estar botando uma pilha do cacete no time, dando uma inflamada bonita… Cuidado, Fluminense!” Isso pode não ter sido o principal fator da nossa derrota, mas com certeza despertou os mortos.

A culpa da derrota foi só da soberba? Não. Isso foi apenas um detalhe. Na empolgação da galera, o Fluminense partiu com tudo. Não faltou luta, vontade e nem disposição. Mas faltou abrir o marcador. E quando isso ocorre, a bola pune sem dó nem piedade. O time fugiu da sua forma operária de jogar e acabou se abrindo todo. Não deu outra: a bronca estourou na defesa. Foi só mudar a forma de jogar para a velha fragilidade defensiva reaparecer. Para piorar, o Enderson Moreira relembrou os tempos do Renato Gaúcho ao abrir mão da organização e colocar um milhão de atacantes em campo. Até deu uma pressão, mas de nada adiantou. 

Galera, sem desespero e sem crise. Ainda estamos muito bem colocados e na briga pela liderança. Sem essa de ficar caçando bruxas e apontando dedos. Espero que a lição tenha sido aprendida por todos nós. Que voltemos a calçar as sandálias da humildade, pois a caminhada ainda é longa.

EXPLOSIVAS DO GUERREIRO:

1 – DIRETORIA → A festa foi bonita e era necessária. Mas a parte do deboche deveria ter ficado só com o torcedor. Na próxima, espere o apito final de uma vitória do nosso Fluminense.  

2 – MARKETING → Longas filas no postos de vendas nos últimos dias. E nada do torcedor ser abordado para virar sócio-torcedor. Uma dica: ir pro campo de batalha com uma ideia maneira e, principalmente, com um papo de tricolor para tricolor, pode fazer a diferença. Ficar só esperando o cliente chegar por causa de um Ronaldinho Gaúcho, é muito mole. Aí é melhor entregar pro dentuço administrar.

3 – POLÍTICA → Os defensores da Diretoria extravasaram durante os últimos dias através de grandes sites e conhecidas páginas no facebook. Fizeram diversos ataques aos críticos e a todos que são da oposição. Só uma pergunta: qual a necessidade disso? Hoje, posso falar com total segurança: a oposição que tanto marginalizam, não está torcendo contra. Parem de criar monstros para o torcedor tricolor, que não é bem assim que a banda tem tocado. Mais diálogo, menos cegueira e um Fluminense unido. É o que precisamos neste grande momento que estamos vivendo. 

4 – ENDERSON MOREIRA → Basta manter a forma operária de jogar e reconhecer nossas limitações com muita marcação, contra-ataque mortal e organização. Somente isso. Foi assim que o Fluminense conseguiu embalar no Brasileirão.

5 – HOLOFOTE → O holofote tem que estar somente no Fluminense. Os fortes entenderão…

6 – EDSON → Invertida de três dedos nos pés do adversário para levarmos um contra-ataque… É Pedreirão, você já foi mais humilde… Me amarro na sua, aliás, a torcida se amarra na sua, mas vamos baixar a bola, guerreiro. Feijão com arroz e vamos que vamos!

7 – GERSON → Joga quando quer. Está na hora de sentar no banco ou embarcar logo para Barcelona. O Fluminense tem que dar um jeito nisso.

8 – O REI e o BObo da CORTE → Rei é rei e BObo da corte é BObo da corte. Essa é a pura verdade. “O fraco” entenderá… Gosto de resolver meus problemas no olho no olho e foi assim que fiz. Mas o BObo tá insistindo…

9 – TORCIDA → Deu show em todos os sentidos. Parabéns, torcida de guerreiros!

10 – DISSE TUDO! → Da minha amiga Cintia Maximiano: “Vinicius, enquanto o Fluminense é freguês do Vasco, este, por sua vez, é freguês da Série B… Portanto, continuo muito feliz com o nosso Fluminense! A campanha está positiva, pois nos mantemos no G4… Agora é ter calma, concentração para nos mantermos assim. ST”. Assunto encerrado! 

Saudações Tricolores!

Vinicius Toledo / Explosão Tricolor

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