A constante inconstância tricolor




O que vem sendo comum no Fluminense desde o segundo turno de 2012, ano em que fomos campeões nacionais?

A inconstância.

Dentro e fora de campo.

É impressionante como não conseguimos fazer dois semestres bons no ano. E houve anos, como 2013, em que fizemos dois semestres péssimos e não caímos por pura sorte.

O que levou o Fluminense, dentro de campo, de um dos times mais promissores no começo do ano a um esboço de tragédia agora em outubro? Só a saída do Richarlison é culpada por isso? Por melhor que fosse o garoto, não creio nisso.

Quem acompanha, como nós, o dia a dia das Laranjeiras percebe que uma crise dentro das quatro linhas nunca vem sozinha, tá sempre acompanhada de trapalhada dos dirigentes.

Como isso foi resolvido em outros anos? Com uma série de contratações irresponsáveis no meio do ano que muito pouco agregaram ao Fluminense, pelo contrário, oneraram folhas salariais que já eram estratosféricas.

A cartolagem sempre é a coisa que estraga o meu tesão em acompanhar futebol. A sorte é que o amor ao Fluminense sempre está acima de tudo.

Por mais que em algum momento eu pense “dane-se não quero mais saber de futebol esse ano”, no momento seguinte eu tô acessando o Explosão pra acompanhar qualquer notícia, nem que seja uma nota sobre o treino do dia.

Parece que às vezes falta aos cartolas o entendimento de que estão lidando com algo muito maior do que um time de futebol, muito maior que um clube.

Esses caras estão lidando com paixão. Estão lidando com o amor de milhões de torcedores pelo verde, branco e grená.

Parece que essa diretoria, marcada por certa letargia até o momento, finalmente despertou pra isso. Esperamos que não seja tarde demais.

Se o torcedor percebe que diretoria e time estão comprando a briga, pode ter certeza, meu amigo, que a arquibancada responde e faz barulho. Foi assim em 2009, foi assim em 2010.

Vi muita gente querendo sacrificar o Abelão. Acho que não é por aí. O time tem sim que ser cobrado e tem sim que mostrar maior desempenho, mas não vejo o nosso treinador como sendo o maior culpado.

Essas reuniões tanto da diretoria quanto da equipe com os comandos da arquibancada são importantíssimos pra estreitar laços. Já passou da hora de abrirmos os olhos.

Esse campeonato é tão maluco que podemos em dezembro estar comemorando vaga na libertadores via brasileirão.

Mas se a diretoria, o corpo técnico e a equipe não reagirem, não mostrarem vontade, só a arquibancada pode não bastar para evitarmos o pior.

Agora é hora de sangue na veia!

Agora é hora de ser Fluminense Football Club e fazer das tripas coração.

No mais, VENCE O FLUMINENSE!!!

Pitacos do Toni

– Passei duas semanas afastado desta coluna por conta do lançamento do meu livro e foi suficiente pra ver o meu time despencar quase 10 posições. Preocupação total.

– Precisamos de soluções dentro de campo. Hora de abandonar os três volantes, acho que isso é unanimidade entre a torcida. Resta saber se o Abel Braga vai comprar o barulho.

– Precisamos que Gustavo Scarpa, Sornoza e Wellington Silva rendam. São o escape técnico do time, sem eles na ponta dos cascos nosso time é um time comum, infelizmente.

– Não para de aparecer engodo deixado pela gestão passada, essa, por sua vez, apoiada pelo grupo político da atual gestão. Muito complicado.

– Sou a favor de uma gestão mais consciente, que não gaste rios de dinheiro em contratações emergenciais, mas precisamos de uma resposta enfática da diretoria.

– Esse é o Fla-Flu mais importante do ano. Eu sei que disputamos final de carioca com eles e que teremos confrontos importantíssimos pela Sul-americana, mas uma vitória na próxima quinta seria um alento gigantesco. Vamos pra cima.

Toni Moraes

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