Através de texto, torcedor do Fluminense faz convite a Lucas Strabko




Através do seu perfil no Facebook, o torcedor e sócio proprietário do Fluminense, Carlos Augusto, também conhecido como Carlos Tricolor, publicou um texto para convidar o apresentador Lucas Strabko, do programa “É Gol!”, do SporTV, a assistir ao jogo do Tricolor das Laranjeiras contra o São Paulo, no próximo domingo. A partida será realizada no Maracanã.

Carlos aproveitou a oportunidade para desmistificar as versões apresentadas pelo Lucas Strabko e a apresentadora Domitila. Na última segunda-feira, a dupla do programa “É Gol!” falou que o Fluminense deve séries inferiores. Vale destacar que o texto foi enviado ao “Fale Conosco” do SporTV. 

Confira a íntegra do convite e desabafo do Carlos Tricolor publicado no Facebook:   

“CONVITE AO SR. LUCAS STRABKO” 

Caro Sr Lucas Strabko, vulgo ‘Cartolouco’, venho como Tricolor a 61 anos, sócio do Fluminense F C a 46 anos e ex conselheiro do Clube por 06 anos, lhe fazer um convite a nível nacional para que o Sr. venha assistir um jogo do tricolor e conhecer nossa torcida.

Vamos assistir ao jogo do próximo domingo, dia 29/04/18 contra o São Paulo a ser realizado no Maracanã no meio de uma das várias Torcidas Organizadas e quem sabe, poderá ser presenteado por uma delas?

Já que o Sr. se define como apresentador e jornalista, apresento a oportunidade do Sr. apresentar seus argumentos e suas desculpas ao vivo e conhecer de perto como é o nosso caráter, sem subterfúgios e sem se esconder atrás de uma câmera e microfone.

O Sr. pode vir na paz, pois terá a minha garantia de tricolor e homem que honra as calças que nenhuma violência sofrerá por parte da nossa torcida, mas por favor não condicione a aceitação em querer tirar fotos com Pedro e Marcos Junior, pois sabe como é que é, eles gostam é de mulheres, incluído as paulistas!

Ao contrário de reprimenda como disseram que a Domitila deu, ela na realidade afirmou que devemos a B, vocês são dois desinformados.

E antes que recomece a sacanagem cíclica dos cretinos de plantão, previsíveis em sua avidez em citar o Fluminense como a besta do apocalipse ético do futebol brasileiro, vamos cravar os pingos nos is.

Os motivos sacados pelos fariseus são sempre criativos, embora estapafúrdios, descontextualizados da verdade dos fatos, como a tal versão fantasiosa e sistematicamente reconstruída de que estamos na primeira divisão do futebol brasileiro por uma virada de mesa solitária. O comentário, retirado de seu contexto real, serve apenas à desinformação e ao reforço de um preconceito perverso e calhorda.

A história do futebol brasileiro só poderá ser contada se contada como a própria história das viradas de mesa. Não se pode afirmar onde uma acaba e começa a outra, tal a promiscuidade entre seus enredos. Mas não precisamos ir tão longe; vamos começar pelo ano de 1981, quando Palmeiras, Bahia, Coritiba, Guarani e Náutico, cujo desempenho nos campeonatos estaduais foi pífio, descredenciando-os a disputar o Brasileiro, receberam gentilmente o convite para participar da festa da elite, sob o grotesco álibi de um regulamento que permitia que em um mesmo ano os clubes que disputassem a Taça de Prata pudessem ascender à Primeira Divisão.

Em 1982 os beneficiários desse obsceno critério foram, entre outros, Atlético Paranaense e Corínthians, os mesmos de quem vamos falar mais à frente. Em 1986 o mesmo Botafogo do fanfarrão Bebeto de Freitas devia cair à luz do regulamento do Brasileiro daquele ano. O Clube dos 13 prontamente correu em socorro de seu afiliado e promoveu a Copa União, mantendo o alvinegro carioca no andar de cima. Em 1993, já aí comovida com o desespero do Grêmio, que não subiu pelo campo, a CBF fez retornar à Série A os doze primeiros da B, ajudando de lambujem o Vitória da Bahia, oferecendo-lhe elevador para a cobertura em plena competição. Foi o São Caetano da vez. Há ainda os casos de São Paulo, Vasco e Santos, que não conseguiram desempenho nos estaduais de forma a credenciá-los à divisão da elite, mas foram convidados, aceitando a mesura docemente constrangidos. Há muito mais. Mas para o que aqui vai se argumentar é o que basta.

O Fluminense, pelos critérios vigentes em 1996, deveria ter sido rebaixado. Muito bem. Mas isso caso o campeonato tivesse transcorrido em um ambiente de normalidade esportiva. Qual o quê! Tão logo se encerrou a farsa, o Brasil assistiu perplexo a uma série de reportagens do Jornal Nacional trazendo à tona um dos maiores escândalos não apenas do futebol brasileiro, mas de toda a nossa pródiga história de escândalos. Vinha à luz o indecente episódio do 1-0-0, que ficou conhecido como o Caso Ivens Mendes. Sob o olhar estarrecido da sociedade brasileira, o JN denunciava um imoral esquema de manipulação de resultados, capitaneado pelo diretor de arbitragem da CBF e pelos senhores Alberto Dualibi e Mário Petráglia, dos reincidentes Corínthians e Atlético Paranaense. Naquele momento o futebol brasileiro se viu diante de sua maior vergonha, vazou o fundo do poço nas asas da prostituição de quem por ele deveria zelar.

Quando se esperava a punição criminal dos envolvidos e o sumário rebaixamento das agremiações beneficiadas pelo esquema (que, por sinal, ganharam títulos nacionais após a irrupção do escândalo), adotou-se a solução salomônica e asquerosa de não rebaixar ninguém, limitando-se a CBF a punir desportivamente os dirigentes, e não os clubes imoralmente beneficiados. Nesse momento de mancha histórica de nosso futebol a decisão includente e equivocada deveria ter sido objeto de repúdio por parte de todos os dirigentes dos clubes não envolvidos e por toda a imprensa ética. Não se viu nem uma coisa nem outra. Em vez de protestar publicamente contra a imoralidade, um abjeto dirigente tricolor, destituído da representatividade emanada da imensa maioria de nossa torcida, fez do deboche a expressão do regozijo, espocando um champanhe que nos transformou em inimigo prioritário da opinião pública. Aquele gesto, abominável em si, teve ainda o condão de desviar do foco das medidas que deveriam ser adotadas para iniciar-se a moralização do futebol brasileiro com a punição dos responsáveis por um episódio chulo e vergonhoso, o do esquema 1-0-0. O champanhe foi o habeas-corpus da quadrilha, esta uma expressão muitas vezes usada pelo mesmo Jornal Nacional para definir a turma dos dedos leves e contas pesadas.

O Fluminense caiu em 1997. E disputou a Segunda Divisão. Caiu em 1998, e, para espanto de uma opinião pública descrente, disputou e ganhou a Terceira Divisão, tendo a correr pela beira das várzeas em que jogamos um técnico tetracampeão do mundo. Só o Fluminense, por seu passado e peso em nossa história, pôde se dar esse luxo. Estávamos preparados para disputar a Segunda, em 99, quando um imbroglio jurídico – por sinal, mais uma vez envolvendo até a medula o Botafogo, do ínclito Bebeto, e o São Paulo do nem tão ínclito Sandro . Patrocinado pelo Gama, prometia inviabilizar a realização do Brasileiro de 2000. À semelhança de 87, com a Copa União, optou-se por entregar ao Clube dos 13 a organização do Brasileiro, que recebeu a redentora alcunha de Copa João Havelange. Foram muitos os convidados, afinal a JH contou com a oceânica participação de 116 clubes! Seu regulamento era um convite ao delírio, e possibilitou inúmeras “viradinhas” de mesa nos módulos inferiores. Foram mais de 10! A JH produziu ainda um absurdo diante do qual toda a imprensa brasileira se calou: o fato de o São Caetano ter se habilitado à Libertadores sem que houvesse disputado a Primeira Divisão. Estranho, não é?

Se a JH serviu como base para definir os representantes brasileiros na Libertadores, por que não serviria para definir os participantes de nossa Primeira Divisão do ano seguinte?

É fato notório que, após o julgamento do Superior Tribunal de Justiça Desportiva que determinou que Flamengo e Portuguesa perdessem pontos pelas escalações irregulares de seus jogadores na última rodada do campeonato brasileiro de 2013, e que, legitimamente, manteve o Fluminense Football Club na série A da competição nacional, a imprensa esportiva, quase que em sua totalidade, atribuiu, de forma leviana, covarde e irresponsável, a responsabilidade pelo rebaixamento da Portuguesa ao Fluminense, bem como a sua manutenção na primeira divisão do futebol brasileiro a manobras de bastidores e supostos conchavos com a Confederação Brasileira de Futebol.

Tais condutas induziram a opinião pública, maciçamente, a acreditar ser o Fluminense o “vilão do futebol brasileiro”, o clube das “viradas de mesa” e das manobras escusas de bastidores. Em consequência, maculou-se a sua história gloriosa e vilipendiou-se a sua reputação de 116 anos de bons serviços prestados ao desporto nacional. Além disso, e mais grave, torcedores rivais demonstraram toda a sua intolerância agredindo verbal e, até fisicamente, torcedores tricolores.

A imprensa tendenciosa no Caso LusaGate massacrou o Fluminense e tentou manchar a imagem do Clube. Houve a colaboração de órgãos da imprensa aonde existe má vontade e má fé em botar a culpa no Fluminense, desviando o verdadeiro fato de que A PORTUGUESA SALVOU O FLAMENGO DO REBAIXAMENTO!!!!

A ter que recuar para que se restaure o império da ética, voltemos a 1996, quando a face podre se tornou visível. Aí sim poderemos zerar o hodômetro moral do futebol brasileiro, com a punição exemplar dos envolvidos no episódio Ivens Mendes, inclusive as agremiações beneficiadas por essa nódoa de nossa história. Até lá exigimos que o Fluminense seja respeitado pela força de sua torcida e tradição, que não pode ser confundida com atitudes isoladas de inquilinos transitórios de Álvaro Chaves.

Não se pode embaralhar o Fluminense com o gesto isolado de um dirigente, assim como não se pode tomar o Vasco pelo Eurico; a Globo pelo Galvão; a ESPN pelo Trajano. Citar o Fluminense como beneficiário exclusivo das fétidas articulações de bastidores, como exemplo único de transgressão às normas, é de um delírio cretino. Ao citar um caso isolado, tragam-no para o ambiente cultural em que ele se forjou, um ambiente em que não há bandidos nem mocinhos, e sim uma absurda cumplicidade e omissão. Só os torcedores e cidadãos de bem podem mudar esse quadro e já passou da hora!!!!

Não nós calaremos jamais, pois não aceitamos uma responsabilidade que foi atribuída ao Fluminense, de forma leviana e inconsequente, e que não se coaduna com a ilibada história tricolor!!!!

As glórias e momentos de imensa felicidade que o Fluminense nos proporcionou são imensuráveis. E assim vai ser por todo o tempo, pois nosso escudo tem o dom da eternidade, lembram? Palavras profetizadas com ênfase por Nelson Rodrigues antes do paraíso.

* Fonte Consulta: Beto Sales – Tricolor e colunista do site SempreFlu

Gostou da ideia de vir ao Rio de Janeiro, será show contar com sua presença junto a Torcida Tricolor?

Acredito que o conceituado canal Sport TV ficará feliz com o convite feito para o seu honrado apresentador e fará questão de documentar a sua presença na meiuca da nossa torcida.

Por isso, estou encaminhando o convite através do canal Fale Conosco da Sport TV e peço que os tricolores reforcem o convite através deste canal de comunicação:

http://sportv.globo.com/site/fale-conosco.html

Dizem na Espanha que os homens se vestem pelos pés!!!

Então meu camarada, vai amarelar???

Você falou que não é cagão!?!?!?!?

No mais, Vence o Fluminense SEMPRE!!!!

Saudações Tricolores Sempre!!!!

Carlos Augusto (Carlos Tricolor)



Siga-nos no Twitter e curta nossa página no Facebook

INSCREVA-SE no nosso canal do YouTube e acompanhe os nossos programas!

SEJA PARCEIRO DO EXPLOSÃO TRICOLOR! – Entre em contato através do e-mail: explosao.tricolor@gmail.com 



PUBLICIDADE