Dani Monteiro questionou a negativa ao pedido do Vasco para utilizar o estádio contra o Boca Juniors e cobrou critérios públicos e iguais para todos os clubes.
A decisão do Consórcio Maracanã de negar ao Vasco o uso do estádio na semifinal da Copa Sul-Americana contra o Boca Juniors segue gerando repercussão. A gestão de Flamengo e Fluminense alegou a grande quantidade de partidas e o desgaste do gramado para justificar a negativa ao pedido vascaíno.
Nesta terça-feira, a deputada estadual Dani Monteiro, do PSOL, criticou a decisão e defendeu maior transparência nos critérios adotados para liberar o Maracanã.
Deputada questiona uso do Maracanã
Na avaliação da parlamentar, o fato de o estádio ser um equipamento público exige critérios claros para definir quais clubes podem utilizá-lo.
— O Maracanã é um equipamento público e não pode ser administrado como se tivesse dono, estamos falando de uma concessão. É preciso explicar por que o gramado serve para uma partida da NFL, para grandes eventos e para diferentes programações, mas, quando chega a vez do Vasco enquanto mandante, surgem todos os tipos de justificativa para impedir o uso do estádio.
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Dani Monteiro cita história do Vasco no estádio
A deputada também destacou a ligação histórica do Vasco com o Maracanã e criticou as dificuldades enfrentadas pelo clube para atuar como mandante no local.
— Não se trata de qualquer clube de várzea, mas de um dos maiores do Brasil, jogando três dos maiores campeonatos do continente nesse momento. A gigante torcida vascaína também é parte da história do Maracanã; não à toa existe a estátua do Bellini ali.
Parlamentar cobra critérios iguais
Dani Monteiro ainda defendeu que eventuais critérios técnicos para a utilização do estádio sejam divulgados e aplicados de forma uniforme.
— Se existe um critério técnico, que ele seja público, transparente e aplicado igualmente a todos, inclusive aos times do consórcio. O que não pode existir é uma regra para cada clube.
O Vasco ainda avalia alternativas para mandar a semifinal contra o Boca Juniors. São Januário, neste momento, não atende à exigência de capacidade mínima de 30 mil lugares prevista pela Conmebol para esta fase da competição.
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