Duelo de estratégias e lanchinho noturno para chororôs!




Foto: Mailson Santana / Fluminense FC

Buenas, tricolada!

Querendo ou não, beliscamos mais um pontinho. Jogo dificílimo! O Grêmio tem um trabalho bem desenvolvido de dois anos, é entrosado, e qualquer um que o encare lá na sua arena, não terá vida boa!

Assistimos a um primeiro tempo de ataque contra defesa, o tricolor carioca mal passou do meio-campo, mas nos postamos otimamente lá na cozinha. Destaque pro Luan Peres, que foi um monstro nos mais de 100 minutos de combate, não perdeu uma jogada, tanto pelo alto como no chão e na velocidade! Talvez seja cedo para cravarmos, mas, a sua chegada, assim como a do Nathan, as melhoras de Gum e Renato Chaves, e o processo de evolução natural do Ibañez que advirá com o decorrer da temporada, os problemas de zaga finalmente me parecem resolvidos.

Abelão soltou um pouco mais o time no segundo tempo, e criamos duas ou três chances de marcar um golzinho, entretanto, os gaúchos também não abriram mão de buscar o ataque, e nos deram alguns sustos! Organizamos umas estocadas rápidas e com razoável troca de passes que poderiam resultar na vitória, mas, da mesma forma, sofremos com inúmeras chegadas dos caras, principalmente com Luan, armando o seu time, e Éwerton, sendo lançado no mano a mano contra algum de nossos marcadores! Alvíssaras, porque mesmo tendo quase 70% de posse de bola, o Grêmio obteve somente quatro reais ocasiões de gol, em 21 finalizações, número de oportunidades reais idêntico ao do Flu, com praticamente 1/4 destas finalizações, ou seja, seis! Contudo, houve um lance crucial, nesta segunda etapa, que vi pouca repercussão: foi pênalti no Renato Chaves, naquela bola alçada pelo Sornoza na área adversária! O Kanemman sutilmente puxou o nosso zagueiro pelo braço, pois ele ia inteiro de encontro a bola e apenas escorou-a levemente, para a defesa do Grohe!

A lamentar apenas mais uma contusão muscular, aliás, muito preocupante, porque o Pedro vem fazendo a diferença nas partidas. Torcia para que esta lesão não o tirasse por muito tempo dos gramados, mas, pelo noticiário, ele só volta depois da Copa do Mundo. O nosso camisa 9 já encontrava-se à meia-bomba desde a pancada na cabeça, que prejudicou um bocado a sua visão, numa disputa de bola defensiva, quando foi “sanduichado” por dois gremistas… Talvez este contratempo tenha sido um sinal divino, mas não poderíamos nos dar ao luxo de abrir mão de seu bom momento contra um dos melhores times do Brasil!

Na minha modesta opinião, o Abel errou na escalação. Tudo bem dar a bola pro adversário, povoar mais a meiúca e tentar sair nos contra-ataques, mas não tínhamos um jogador no onze inicial que buscasse uma investida em velocidade. Júnior e Maurício Saraiva, que comentaram o duelo pela Globo, afirmaram que este jogador seria o Dodi, mas, muito cá pra nós, não é a característica do moleque – que é bom jogador, diga-se de passagem! Ele é segundo volante, porra! Outra: erramos passes em profusão durante a partida, o que não vinha ocorrendo ultimamente. Oras, então o mais óbvio seria entrar desde o início com o Matheus Alessandro ou com o Robinho, atacantes de origem, e que poderiam recompor o meio pelos lados do campo! Numa eventual necessidade de “segurar” o empate, lá pelo meio do segundo tempo, aí sim poderiam ser utilizados o próprio Dodi, o Douglas ou o Aírton!

Júlio César foi bem, quando exigido; Renato Chaves igualmente fez uma partida digna, apesar de uma ou duas falhazinhas bobas; e Nathan, da mesma forma, atuou sem comprometer. Nossos laterais ficaram muito presos lá atrás, e creio que esta tenha sido uma premissa estratégica do nosso treinador – o Gilberto está muito marrento e cheio de preciosismo, já que para e faz cara feia pros árbitros, pedindo falta, em toda a dividida, além de firular demais com a bola nos pés, o Marlon ainda se houve melhor na parte ofensiva, pois deu umas duas boas assistências que quase resultaram em gol, mas defensivamente sofreu horrores; Richard foi forte na marcação mas errou passes na saída de jogo em quantidades absurdas (eu particularmente estava muito irritado com tais equívocos); Jádson esteve irreconhecível, essencialmente se lembrarmos de suas 3 últimas partidas; o gringo Sornoza foi bem marcado e cometeu errinhos que poderiam ser evitados – às vezes ele parece desfocado nos jogos; Dodi foi muito mais um marcador, um meia de recomposição defensiva; e o Pedro se virava na área adversária, batendo cabeça contra a forte defesa do Grêmio sozinho! A boa surpresa foi o João Carlos, que entrou bem na peleja e não se intimidou!

Isto posto, demonstramos mais uma vez a nossa competitividade habitual deste 2018, em especial no segundo tempo, quando propusemos um pouquinho mais o jogo. O Flu de hoje é isso: muita disposição, sangue, suor, dores e lágrimas em campo, os resultados têm sido bastante aceitáveis, as atuações, idem, e a melhor notícia é que, mesmo nas circunstâncias em que nada dá certo e não jogamos bem, conseguimos os triunfos ou arrancamos um pontinho (caso destes dois últimos confrontos, contra Chape e Grêmio). Contudo, ratificando a meu referendo mais acima, a recorrência de musculaturas estouradas começa a nos trazer dores de cabeça – nosso elenco é limitado na abundância, além de contarmos com alguns atletas no grupo que eu não enxergo aptos para envergar o nosso manto!

Ah, e, Portaluppi, Cícero e Luan, o choro é livre, mas sejam mais dignos! Vocês já tramitam há algum tempo nos campos de futebol, e desculpar-se com a sua torcida transferindo responsabilidades a outrem somente alimenta aquela surrada auto-defesa que o Luxemburgo utilizava muito, em épocas idas, mas que já caíram em desuso há séculos!

Na ponta do lápis, teremos mais 5 batalhas até a Copa do Mundo, e talvez essa parada de pouco mais de um mês nos traga novidades quanto a reforços (que o Abad rebole o esqueleto, caramba) e, mais positivo ainda, quanto à recuperação de jogadores importantes que estão no estaleiro, como o Ayrton Lucas e agora o Pedro!

Saudações eternamente tricolores!

Ricardo Timon

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