Em entrevista, Cristóvão se mostra feliz com o respaldo da diretoria tricolor: “é uma coisa para se comemorar”




 

CRISTOVAO POSE DE SABIO
Cristóvão está confiante em um 2015 de sucesso e atribui essa expectativa à continuidade do seu trabalho (Foto: Bruno Haddad/ Comunicação FFC)

Feliz com a renovação de contrato e com o respaldo que a diretoria tricolor lhe deu após as eliminações na Copa do Brasil e na Sul-Americana, Cristóvão reconhece que começou o ano de 2015 mais animado e vê na sua permanência um exemplo a ser seguido pelos demais clubes, confiante de que a continuidade do trabalho se converte em grandes resultados mais à frente. Cristóvão também comentou sobre a provável saída de Conca e a indefinição quanto à permanência dos principais jogadores do elenco. Confira a entrevista que ele concedeu ao globoesporte.com:

GloboEsporte.com – Você assumiu o Fluminense em 2014 em abril, já com um grupo montado. E agora tem a chance de fazer as mudanças que quer. Sente que a cobrança será maior?

Cristóvão Borges – Pressão sempre existe, vivemos assim, sob pressão. Ela só é diferente. Quando cheguei, existiam pressões e o ambiente era muito conturbado em todos os setores. Existiam diferenças. Era muito assim. E uma cobrança sobre a equipe, que a performance não era condizente com a qualidade que tinha, isso era verdadeiro. Por etapa, superamos. Boa parte dessas coisas conseguimos superar. Outras, não. A demanda era grande, a necessidade, e a cobrança não diminui. Ela continua a mesma. Agora, no torneio, a diferença absurda de jogo, mas entrou, é o Fluminense. Vão cobrar do mesmo jeito. Estamos acostumados com isso, temos a consciência do que estamos fazendo. A cobrança vai ser do mesmo jeito sobre o time, mesma ambição, com base no investimento que foi feito antigamente. Estamos preparados para dar outro tipo de resposta. Contratamos jogadores que querem oportunidade e vão ter. Pode ser por aí, junto com os garotos, mais a base, vemos que é uma receita que pode dar certo.  Estamos acreditando e estou muito otimista.

GloboEsporte.com – Você assumiu o Fluminense em 2014 em abril, já com um grupo montado. E agora tem a chance de fazer as mudanças que quer. Sente que a cobrança será maior?

Cristóvão Borges – Pressão sempre existe, vivemos assim, sob pressão. Ela só é diferente. Quando cheguei, existiam pressões e o ambiente era muito conturbado em todos os setores. Existiam diferenças. Era muito assim. E uma cobrança sobre a equipe, que a performance não era condizente com a qualidade que tinha, isso era verdadeiro. Por etapa, superamos. Boa parte dessas coisas conseguimos superar. Outras, não. A demanda era grande, a necessidade, e a cobrança não diminui. Ela continua a mesma. Agora, no torneio, a diferença absurda de jogo, mas entrou, é o Fluminense. Vão cobrar do mesmo jeito. Estamos acostumados com isso, temos a consciência do que estamos fazendo. A cobrança vai ser do mesmo jeito sobre o time, mesma ambição, com base no investimento que foi feito antigamente. Estamos preparados para dar outro tipo de resposta. Contratamos jogadores que querem oportunidade e vão ter. Pode ser por aí, junto com os garotos, mais a base, vemos que é uma receita que pode dar certo.  Estamos acreditando e estou muito otimista.

Ficou surpreso por não ter sido demitido com aquela eliminação na Copa do Brasil para o América-RN? Pergunto porque já vimos outros técnicos caindo por muito menos.

Eu acho e é uma raridade, é verdade. É uma coisa para comemorar. Se formos ver os últimos exemplos dos vitoriosos no Brasil, a gente vê os exemplos, mas poucos seguem. Isso é ruim. Quem segue se dá bem. Quanto mais gente seguir, vamos consolidar e vai virar verdade para todos. Isso aconteceu (a eliminação), mas na sequência, depois de um ambiente que chegamos, colocamos o time no trilho. Aquilo foi acidente de percurso. Reconheceu-se isso. Isso foi bacana. Foi ruim, desagradável, mas aquilo não tirou a certeza, a consciência do que estava se fazendo, que era um trabalho bem feito. Nós comemoramos o que poderia dar certo lá na frente. Fiquei feliz com minha renovação, sei que podemos crescer por isso. É o caminho. Tomara que a gente vá consolidando isso.

Quando deita e coloca a cabeça no travesseiro… consegue não pensar que seus principais jogadores podem sair?  

Eu penso desde que acabou a temporada e que saí de férias. Penso, continuo pensando. As coisas não ficaram claras, definidas. Está todo mundo negociando isso. Quero um time forte, todo mundo quer. Tenho grandes jogadores e quero que continuem. Estamos na dependência desses acertos. Vou trabalhando, com otimismo. Isso empurra e ajuda. Espero que a gente consiga continuar com todos que estão aqui.

(Nota: um dia depois da entrevista, o Fluminense confirmou que Conca recebeu uma proposta do futebol chinês e pediu para sair.)  

Nos treinos nos Estados Unidos você pareceu mais empolgado com o trabalho. Voltou diferente das férias?

Sim, tudo isso faz parte do meu entusiasmo. Fiquei contente com a renovação. É um desafio esse trabalho. Tudo me estimula. Estou assim mesmo. Meu comportamento é porque também já peguei um grupo e rapidamente defini o time. Não eram tantas coisas para corrigir. Eram momentos de jogos. Aqui é começo de temporada, muitos jogadores novos. Eles têm de entender mais rápido, exigir e cobrar mais. Por isso que estou assim, junto com meu entusiasmo e minha alegria de estar aqui.

Por Explosão Tricolor/ Fonte: globoesporte.com

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