Entendendo a Dry World




Acordo com a Dry World eleva o patamar tricolor perante o mercado publicitário.
Acordo com a Dry World eleva o patamar tricolor perante o mercado publicitário.

Dois ex-jogadores de rugby que não gostavam de ver suas meias e chuteiras encharcadas. Dessa indignação surgiu a Dry World, empresa canadense que começa a assombrar as grandes marcas de materiais esportivos. Com estratégia de marketing agressiva, a Dry World queria entrar com força no futebol. Escolheu o Fluminense para começar essa saga. Um clube grande brasileiro, com contrato de 20 anos com a Adidas, não dava para ignorar.

Os parceiros Matt Weingart (escocês) e Brian McKenzie (canadense) criaram a Dry World Industries em 2010. A empresa chegou a praticar o Crownfunding (arrecadamento coletivo de dinheiro para algo de interesse geral) principalmente no seu início. Logo, a proporção da Dry World foi aumentando, até que a empresa lançasse a tecnologia Dry Feet. Esse lançamento fez Nike e Adidas começarem a observar os passos da Dry World.

O desenvolvimento da tecnologia Dry Feet durou três anos. Numa atitude empreendedora, Matt Weingart comprou uma folha de neoprene (tecido muito utilizado em roupas de mergulho) e contratou uma costureira para fazer um protótipo, processo que demorou praticamente um ano. Dois anos e 26 versões depois, a aposta estava pronta para o mercado.

A marca canadense começou a observar os jogadores de futebol americano, tendo em vista que descobriram que 75% dos jogadores da NFL (Liga Americana) e CFL (Liga Canadense) utilizavam chuteiras de futebol nas suas partidas. Fizeram acordos para que atletas dessas ligas fossem seus embaixadores. Estourou.

Hoje a Dry World patrocina atletas em 15 países. Atletas de futebol americano, futebol, boxe, MMA e, principalmente, rugby. Um dos destaques é Rolly Lumbala, eleito o melhor jogador canadense da CFL em 2014. Levando vantagem por serem exs-atletas, McKenzie e Weingart, co-fundadores da Dry World, sabem os pontos fortes e fracos dos concorrentes.

A empresa se notabiliza pelo foco total nos atletas, empenhando tempo e dinheiro para melhorar a performance dos usuários em treinamentos e durante as práticas esportivas. Em seus canais digitais, a figura do atleta é presença marcante em praticamente todas as postagens. Está nele, no seu sonho e evolução, o real valor da Dry World.

Os co-fundadores da Dry World falaram sobre o acordo com o Fluminense
Os co-fundadores da Dry World falaram sobre o acordo com o Fluminense. Foto: Vancouver Sun

Para fazer bonito no Fluminense e, consequentemente, no futebol brasileiro, a Dry World prepara o lançamento de uma inovação mundial em artigos esportivos. A tecnologia Dry Skyn foi desenvolvida para o clima brasileiro, para os jogadores suportarem o clima com mais facilidade. Weingart detalha a importância do acordo com o Fluminense para sua empresa:

Lançar a Dry World no Brasil é o primeiro e mais relevante passo na direção de alavancar a nossa marca no mercado global, ao mesmo tempo em que trazemos qualidade e inovação para o mercado brasileiro.”

McKenzie preferiu exaltar a importância da entrada da Dry World no futebol brasileiro ser no Fluminense:

“Ao se tornar um parceiro de um clube da grandeza do Fluminense, com uma história tão rica no futebol, acreditamos que a Dry World se tornará parte do DNA desse esporte tão importante para a cultura brasileira.”

Faz parte dos planos da empresa canadense fechar um acordo com a Rocamp/Logic, companhia de indústria têxtil de Capanema-PR. A companhia já fechou acordos parecidos com a Lupo, onde fabricou uniformes, por exemplo, do Atlético e do América, ambos de Minas Gerais.

O contrato entre Dry World e Fluminense é o mais vantajoso da história do clube com fornecedores de material esportivo. O Fluminense rompeu uma parceria de quase duas décadas com a Adidas para, mais uma vez com o pioneirismo que lhe é peculiar, ser o primeiro clube brasileiro a fechar oficialmente com a Dry World. O Atlético está próximo de um acordo com a Dry World, entretanto o valor para os mineiros seriam de 20 milhões/ano, enquanto o do Fluminense gira em torno de 22 milhões/ano.

Por Explosão Tricolor / Fontes: MKT Esportivo – Hoje em Dia – Crownfundbeat 

 

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