Erros e necessidades




Roger Machado (Foto: Lucas Merçon / Fluminense F.C.)



Derrota inaceitável do Fluminense para o Volta Redonda, mas que teve um lado positivo: escancarar sérias limitações técnicas de alguns jogadores que não deveriam vestir a camisa tricolor. É bem verdade que o time até criou muitas chances, mas só quem colocou a bola pra dentro da rede adversária foi o veteraníssimo Fred.

Porém, o que mais causou pânico foi o lado esquerdo. Egídio até apoiou bastante, mas deixou uma avenida. Já o Frazan, definitivamente, não dá. Para completar o pacote do terrível lado esquerdo, Lucca, que teve uma atuação horrorosa. O grande problema é que esse lado esquerdo é totalmente dependente do Luccas Claro. E isso não é de hoje. No início do último trabalho do Marcão, o time também sofreu sem o xerifão atuando por ali. A goleada sofrida para o Corinthians foi um grande exemplo disso. Naquela ocasião, os paulistas deitaram e rolaram em cima do Matheus Ferraz e Danilo Barcelos, que ocuparam o lado esquerdo da defesa tricolor.

O crescimento ilusório do Egídio na reta final do Brasileirão se sustentou bastante na alta performance do Luccas Claro. Resumindo: o Fluminense necessita URGENTEMENTE reforçar o lado esquerdo de sua defesa com as contratações de um zagueiro e um lateral para não ter problemas mais sérios na temporada.

Sobre o jogo, acredito que a falta de ritmo tenha pesado. De cara, cinco jogadores, que não atuavam desde o dia 25 de fevereiro, iniciaram a partida. Pode até não ter sido o fator principal, mas não dá para deixar de considerar na conta final. As falhas individuais, em especial, nos dois primeiros gols, também pesaram.

No intervalo, ainda pensei que o Roger Machado fosse tomar algumas atitudes. A saída do Lucca, por exemplo, era uma obrigação. Sem falar que o Fluminense precisava de gás novo para pressionar a saída de bola do Volta Redonda, que já havia sinalizado fragilidade nas poucas vezes que foi pressionado em seu campo de defesa. Sendo assim, Michel Araújo, Kayky, Gabriel Teixeira e John Kennedy seriam boas opções para exercer esse tipo de pressão. No entanto, o Fluminense retornou com o mesmo time.

Para piorar, o Tricolor perdeu o meio de campo antes do quinze minutos, pois o Nenê cansou. Yago Felipe até combateu bastante na marcação, mas deixou a desejar na transição. Não à toa, o Martinelli ficou bastante sobrecarregado.

As substituições demoraram a sair, mas acabaram surtindo efeito imediato já que a jogada do segundo gol passou pelos pés do Kayky e Gabriel Teixeira. A insistência com o Nenê se arrastando até o fim foi um grande erro. Era jogo para apostar no Michel Araújo, que possui um estilo de partir pra dentro da defesa adversária. Tudo bem que o uruguaio não é um primor técnico, mas ele ajudaria a realizar uma pressão mais intensa na reta final da partida.  O Gabriel Teixeira teve a bola do jogo no finalzinho, mas como quem não faz, leva… Pois é, logo depois, Alef Manga fez o terceiro e garantiu a vitória para o Volta Redonda.

Conforme venho falando, o Fluminense tem encarado o Campeonato Carioca como uma pré-temporada. Acho muito válido, mas não dá para esquecer da busca pelo resultado. Sendo assim, encontrar o equilíbrio entre preparação e resultado é uma obrigação. E o Roger Machado falhou. Caça às bruxas? Por enquanto, não. Porém, algumas escolhas devem ser repensadas. Sob o ponto de vista tático, a possibilidade de atuar no 4-4-2 pode ser um caminho interessante para equilibrar melhor o time, pois sigo achando que essa formação com três atacantes é uma tremenda furada.

Agora é aguardar o jogo contra o Vasco da Gama para ver quais serão as escolhas do Roger Machado e como o time se comportará.

Forte abraço e ST!

Vinicius Toledo

Resenha pós-jogo com o amigo Vitor Costa, do canal Geraldinos de Arena

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