Falta ar, mas sobra alegria!




Luccas Claro (FOTO DE MAILSON SANTANA/FLUMINENSE FC)

O Fluminense perdeu o primeiro tempo em todos os aspectos. Perdemos no aspecto técnico, físico, tático e, sobretudo, moral. O que é uma derrota moral? Foi exatamente o que assistimos no primeiro tempo, amigo leitor! O Fluminense parecia um mendigo, um pária do esporte que, sem força psicológica, assistia o jogo do adversário.

Nem mesmo na pior fase da história do Clube, no contexto dos anos 90, o Fluminense apresentava uma postura tão resignada, tímida e despida de ambição. Não obstante a superioridade técnica do adversário, fruto da espanholização, o Tricolor era uma equipe vencida, um time anêmico e deprimido. O Fluminense jogava em estado de banzo.

Em todos os portais, hospitais, debates e lives, a verdade era uníssona: o Fluminense precisa resgatar a mística do Fla x Flu. O Tricolor precisa resgatar a épica do jogo, o espírito de Fidalguia, de uma Aristocracia Guerreira e invencível. Repito: nem mesmo no contexto dos anos 90, sobretudo na segunda metade, o Fluminense jogava um Fla x Flu sem paixão. Eu vi o Nilson virar herói. Quem lembra?

O segundo tempo foi digno de nossas cores. Com o sangue do encarnado, o Tricolor lutou, marcou, defendeu e atacou. Sendo assim, o clube de Laranjeiras soube impor sua superioridade espiritual, o ânimo para a luta e mostrou sua dignidade desportiva. O Fluminense jogou como o moral de um Coelho Neto, com a classe de um Guinle e, acima de tudo, com o calor e o vigor.

Do hospital, lutando pela vida, o torcedor Gyllames Duarte definiu precisamente o espírito de ser tricolor e o sentido da vitória no Fla x Flu: falta ar, mas sobre alegria!” O Fluminense é um estado de espírito, uma vontade de viver e lutar! Nós somos o Time de Guerreiros! Viva o espírito Tricolor!

Teixeira Mendes

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