Copa do Brasil: A lentidão do Fluminense e as chances desperdiçadas contra o Vasco

Do último degrau do setor sul superior do Maracanã, Vinicius Toledo avalia o desempenho tricolor, critica a falta de intensidade e projeta o decisivo jogo de volta.




Guilherme Arana em ação pelo Fluminense
Guilherme Arana - FOTO: LUCAS MERÇON / FLUMINENSE F.C.

Em análise após o empate sem gols no clássico de ida contra o Vasco, colunista aponta lentidão, problemas físicos e desperdício de chances.

(Por Vinicius Toledo)

Fala, galera tricolor! Mais uma pelada, mais um empate, o quarto seguido do Fluminense Football Club no retorno pós-Copa do Mundo. Agora foi com o Vasco da Gama, pela partida de ida das oitavas de final da Copa do Brasil. Vale lembrar que a equipe cruz-maltina é a décima oitava colocada do Brasileirão, ou seja, está na zona de rebaixamento. O Tricolor está longe de ter a equipe dos sonhos, mas, tecnicamente, é muito melhor que o rival. Isso é um fato.

A bola rolou, o Fluminense dominou, porém, muito mais por conta da fragilidade vascaína do que por méritos próprios. Eu estava lá no último degrau do setor sul superior. A visão é perfeita para quem gosta de enxergar as movimentações dos jogadores, jogadas, buracos nas defesas, etc… Pois é, o Vasco tinha duas avenidas pelas laterais, mas o Fluminense não soube aproveitar. Deu raiva, muita mesmo.

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Primeiramente, o meio de campo se apresentou sem tesão para nada. Os caras ficavam tocando lentamente para o lado. O Lucho Acosta é peça-chave do setor, pois sempre verticaliza as jogadas, porém, o baixinho anda muito apagado. Para piorar, os laterais não se projetaram ao fundo, e o Savarino também está travado. É quase que impossível um time se dar bem nesse cenário.

A lentidão do Fluminense e as chances desperdiçadas
FOTO: LUCAS MERÇON / FLUMINENSE F.C.

Ainda assim, Canobbio teve duas grandes chances e o John Kennedy teve uma, mas, assim como no empate com o Bahia, faltou competência para fazer um mísero gol. Soteldo até mostrou disposição e atitude quando entrou, partiu pra dentro, mas quase sempre sozinho.

Para não dizer que tudo foi uma grande “M”, gostei das atuações dos zagueiros Igor Rabello e Ignácio. Tudo bem que foi contra um adversário que pode servir de parâmetro, mas eles entraram pressionados em um clássico de mata-mata e deram conta do recado.

O Fluminense precisa melhorar muito e “para ontem”. A equipe está mal fisicamente, isso está bem escancarado. E quando a parte física não está boa, nada dá certo. Na próxima quarta-feira, é vencer ou vencer.

Forte abraço e ST!

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Sobre Vinicius Toledo 1893 Artigos
Criador do Explosão Tricolor, Vinicius Toledo atua na cobertura jornalística do Fluminense desde 2014, com mais de 1.700 matérias e colunas publicadas sobre futebol, gestão e política do clube. Administrador de empresas com especialização em Finanças e Marketing, dedica-se à análise técnica e independente sobre os rumos da instituição. Saudações Tricolores!