Você sabia? Por muito pouco, o Fluminense não foi dono de grande parte da Barra da Tijuca

Com área maior do que Leblon, Ipanema, Copacabana e Gávea somados e direito a quilômetro de praia, terreno de 14 vezes o tamanho de Laranjeiras foi vetado pelo Conselho Deliberativo.




Quando o Fluminense quase comprou a Barra da Tijuca em 1954
Bandeira do Fluminense Football Club

Em vídeo publicado em seu perfil, o jornalista Décio Lopes relembra a proposta recusada em 1954 que custaria a chance do Fluminense dono de uma vasta região na Barra da Tijuca.

A história do Fluminense Football Club guarda capítulos grandiosos, mas também alguns lances que, vistos com o retrovisor do tempo, entram para a galeria das maiores oportunidades perdidas do futebol brasileiro. Em um vídeo publicado em seu perfil no Instagram, o jornalista Décio Lopes resgatou um episódio fascinante e pouco conhecido da trajetória tricolor: a vez em que o clube esteve muito perto de se tornar dono de uma imensa extensão de terras na Barra da Tijuca.

A história aconteceu em 1954, época em que a região da Barra da Tijuca era, literalmente, “tudo mato” e considerada uma área extremamente isolada da cidade do Rio de Janeiro, tratada por muitos como o “fim do mundo”. Justamente por causa do isolamento, os terrenos eram baratíssimos.

Aproveitando o cenário, um grupo de dirigentes conversou com proprietários de terras e chegou a negociar um preço considerado excelente para uma megaárea na região. O projeto ambicioso previa a construção de um estádio, um centro de treinamento, uma pista de atletismo e ainda deixava uma enorme sobra de terreno.

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Quando o Fluminense quase comprou a Barra da Tijuca em 1954

Dimensões faraônicas e praia exclusiva

Para se ter uma ideia da magnitude do negócio relatado por Décio Lopes, a área mapeada era maior do que os bairros do Leblon, Ipanema, Copacabana e Gávea somados. O pacote imobiliário ainda incluía um quilômetro de praia, trecho que passaria a ser chamado de Praia do Fluminense.

O terreno chegou a ser visitado por sócios e torcedores da época. Ele tinha 14 vezes o tamanho da sede histórica de Laranjeiras e capacidade para abrigar 74 campos oficiais de futebol. Segundo estimativas conservadoras destacadas na publicação, o valor atual dessa área ultrapassaria facilmente a casa de um bilhão de reais.

A recusa do Conselho Deliberativo

Apesar da concordância dos vendedores e do preço fechado de ocasião, a proposta esbarrou na política interna do clube. Em setembro de 1954, o Conselho Deliberativo avaliou que a aquisição em uma zona tão distante e despovoada não fazia sentido e derrotou a proposta por 72 votos a 27.

O que parecia, na visão de grande parte da diretoria da época, a decisão mais prudente e sensata diante do isolamento geográfico, acabou se transformando, com o passar das décadas e o boom imobiliário da Zona Oeste carioca, em uma das maiores oportunidades perdidas da história imobiliária do Rio de Janeiro e do Brasil.

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AGENDA DE JOGOS

  • 05/08 – 21:30 – Fluminense x Vasco – Maracanã – Transmissão: Globo, Sportv, Premier, GE e Amazon
  • 08/08 – 21:00 – Botafogo x Fluminense – Nilton Santos –  Transmissão: Sportv e Premiere
  • 11/08 – 19h00 – Fluminense x Independiente Rivadavia-ARG – Maracanã – Transmissão: ESPN e Disney+
  • 15/08 – 16:30 – Fluminense x Palmeiras – Maracanã –  Transmissão: Premiere
  • 18/08 – 19h00 – Independiente Rivadavia-ARG x Fluminense – Malvinas Argentinas – Transmissão: ESPN e Disney+
  • 22/08 – 16:00 – Fluminense x Remo – Maracanã –  Transmissão: Premiere

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Sobre Vinicius Toledo 1898 Artigos
Criador do Explosão Tricolor, Vinicius Toledo atua na cobertura jornalística do Fluminense desde 2014, com mais de 1.700 matérias e colunas publicadas sobre futebol, gestão e política do clube. Administrador de empresas com especialização em Finanças e Marketing, dedica-se à análise técnica e independente sobre os rumos da instituição. Saudações Tricolores!