Fux autoriza participação de clube da Série A em ação contra o fim das bets no STF

Flamengo foi o primeiro clube aceito formalmente no processo e poderá reforçar no STF os argumentos sobre perdas financeiras e contratos afetados pela proibição.




Luiz Fux autorizou que o Flamengo participe da ação como parte interessada
Foto: Andressa Anholete/STF

A discussão sobre o futuro das bets no Brasil ganhou um novo capítulo no Supremo Tribunal Federal. Com o avanço das ações contra a Medida Provisória, o Flamengo conseguiu entrar formalmente no processo e poderá apresentar ao STF os impactos financeiros que a mudança provoca no futebol brasileiro.

O ministro Luiz Fux autorizou o Flamengo a participar de ações no Supremo Tribunal Federal que discutem a medida provisória responsável por proibir as casas de apostas no Brasil. A informação foi dada pelo jornalista Diogo Dantas, do jornal O Globo.

O clube foi aceito na condição de “amicus curiae”, expressão utilizada para definir uma parte que pode contribuir com informações, documentos e argumentos relevantes ao julgamento, sem ocupar a posição de autor ou réu.

Flamengo saiu na frente de outros clubes

Outros clubes brasileiros também vinham se organizando para tentar participar das ações no STF. O Flamengo, porém, se antecipou e formalizou o pedido antes dos demais. Com a autorização de Fux, tornou-se o primeiro clube a atuar diretamente nesses processos.

Flamengo ingressa na ação como parte interessada
Clube quer reforçar impacto financeiro

A intenção do Flamengo é reforçar os argumentos relacionados aos prejuízos causados pelo fim repentino dos contratos com empresas de apostas.

Entre os pontos apresentados pelo clube estão a segurança jurídica dos acordos firmados anteriormente e os impactos sobre receitas utilizadas também em outras modalidades esportivas.

O Flamengo também defende a suspensão dos efeitos da Medida Provisória enquanto o Congresso ainda não analisa definitivamente o tema.

Entidades do setor também acionaram o STF

As ações contra a proibição das bets partiram de entidades ligadas ao setor de apostas. Entre os argumentos apresentados estão a ausência de urgência para edição da Medida Provisória, riscos sobre contratos já existentes e possíveis efeitos econômicos antes mesmo da análise do texto pelo Congresso.

Outros clubes podem seguir o mesmo caminho

A tendência é que outras equipes brasileiras também tentem ingressar nos processos como amigas da corte. A estratégia seria apresentar ao STF os impactos financeiros sofridos pelos clubes e reforçar os argumentos contrários à forma como a proibição foi implementada.

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