Em sua coluna no jornal Extra, o jornalista Gilmar Ferreira analisa a vitória do Fluminense sobre o Platense, destacando o papel central de Hulk no esquema desenhado pelo técnico Marcão.
Por Redação Explosão Tricolor
O atacante Hulk foi, novamente, um jogador de destaque no sistema que o técnico Marcão desenhou para o time do Fluminense. Foi do camisa 7, de 40 anos, a assistência para o gol de Nonato que abriu a vitória por 2 a 0 sobre o Platense, na noite desta terça-feira, no Maracanã, pelas quartas de final da Conmebol Libertadores. E foi dele também o gol que fechou o placar.
Com essa atuação, o veterano chegou à sexta participação direta em gol — com quatro marcados e duas assistências — nos últimos seis jogos do clube. Um desempenho impressionante que começa a desfazer, rapidamente, a desconfiança dos torcedores tricolores que chegaram a vaiá-lo nas primeiras partidas.
Segundo o jornalista Gilmar Ferreira, não houve mágica. O Fluminense parece ter aprendido, finalmente, a jogar com o artilheiro. A equipe utilizan-se de uma “receita simples” montada pela comissão técnica, conforme o jornalista destrinchou em sua coluna no Jornal Extra:
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Dois volantes protegendo o jogo por dentro: ultimamente, a dupla tem sido formada por Martinelli e Nonato, garantindo consistência defensiva e saída de bola qualificada;
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Dois pontas fechando corredores laterais: jogadores de velocidade e drible, como Canobbio (que tem sido titular com frequência), e a dupla escalada ontem, Serna e Soteldo, que esticam a defesa adversária;
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Ganso como maestro: Paulo Henrique Ganso está “orquestrando” as bolas ofensivas da forma exata como Hulk mais gosta — ora enfiando passes rasteiros, entre linhas, deixando o atacante em condições de arremate frontal; ora alçando bolas pelo alto, por trás da marcação, para as cabeçadas letais do camisa 7.
É exatamente onde e como Hulk faz a diferença, tornando o ataque tricolor muito mais perigoso.
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Sonho com o bi da América
A vitória sobre o Platense consolidou o momento mágico do Fluminense sob o comando de Marcão. Foi a sétima partida consecutiva sem derrota, acumulando quatro vitórias e três empates. Esse aproveitamento de 71,4% dos pontos faz do Tricolor, sim, um candidato real e forte a finalista do torneio continental.
Façamos as contas: a equipe vai para o jogo da volta, na próxima semana, na Argentina, podendo até perder para o Platense por um gol de diferença que ainda assim garante a vaga na semifinal.
Passando, o Fluminense espera o vencedor do mata-mata entre Palmeiras e LDU. A julgar pelo futebol coletivo e individual que o Fluminense vem jogando e pelo momento oscilante de seus possíveis adversários, não há nada de exagero em sonhar com outra final de Libertadores.
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