Gol deles…




Foto: Vinicius Toledo / Explosão Tricolor

O espaço Explode Torcedor foi criado pelo Explosão Tricolor para que os nossos leitores possam expressar os seus mais variados sentimentos em relação ao Fluminense. Hoje, o nosso amigo Guilherme de Almeida resolveu abordar sobre um tema que tem sido bastante criticado pela torcida tricolor há tempos: o Marketing do Fluminense.

Confira a íntegra do texto:

“O marketing no futebol não funciona como numa empresa qualquer. Se você trabalha numa marca de refrigerantes, ele deve ser inteiramente focado em convencer o público a beber água com açúcar e gás. As pessoas não possuem nenhum motivo para bebê-la. Existem outras bebidas mais saudáveis, mais gostosas, mais baratas até. As pessoas bebem por que o marketing conseguiu convencê-las. “Abra a felicidade”, eles dizem, associando o ato de consumir à alegria.

O futebol não. A alegria dele é genuína. Leve um alienígena ao Maracanã e mesmo ele ficará empolgado com a comemoração do gol. Ninguém precisa convencê-lo. Esses lampejos de alegria nos viciam, é a eles que somos dependentes incuráveis. E então voltamos, e voltamos, e voltamos, esteja bem ou mal o time.

Por isso, a meta do marketing no futebol não é convencer você a gostar de um clube. Isso você já faz. A meta é fornecer mais e mais argumentos para as pessoas viverem essa emoção, irem ao estádio, comprarem a camisa. O marketing do Fluminense tem agido pouco nesse aspecto.

Não quero repetir as críticas que os leitores certamente já conhecem, a saber: falta uma loja online, faltam planos melhores de sócio-torcedor, campanhas criativas, patrocinadores que nos deem valor, e, principalmente, pioneirismo.

Prefiro atentar para como ele é no presente momento. Ao meu ver, ele se propõe uma postura errada. Resignada. Burocrática. Pequena.

Entregam vídeos com qualidade. As redes sociais são boas. O designer é bom. Mas são apenas repetições, é o estritamente burocrático. Não buscam a grandeza, o incrível, o memorável. Não pensam fora da caixa, sendo que é este seu principal dever. Parecem satisfeitos com o 12º lugar no ranking de redes sociais dos clubes, pois apenas imitam o que os 11 primeiros fazem.

Estamos falando de um produto que pode movimentar 50 mil pessoas por semana! É preciso pensar grande! Grandes argumentos movem multidões!

Quando a rotina se torna uma mera repetição dos concorrentes, a empresa fica para trás. Até em General Severiano se mexeram e firmaram parceria com um youtuber de profunda penetração no público jovem. Na Gávea, o time de e-sports leva o escudo do clube para o coração de milhões – MILHÕES! – de jovens que nunca antes ligaram para futebol.

No Fluminense? Imita-se, quando isso.

É claro que o ambiente não é favorável. As disputas políticas são intensas e mal-intencionadas, a mídia nos persegue perfidamente e, com esse elenco, a torcida não perdoa certos equívocos. Mas a criatividade precisa sobressair numa época em que o social media do clube só consegue digitar “Gol deles…”.



Guilherme de Almeida



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