Importância da vitória sobre o Sport, recuo da equipe, confiança do presidente e muito mais: leia a entrevista coletiva de Marcão




Marcão (Foto: Mailson Santana / Fluminense F.C.)

Depois de cumprir quarentena, o treinador voltou à beira do campo nesta rodada

Após a vitória do Fluminense por 1 a 0 diante do Sport, na noite deste sábado (16), o técnico Marcão concedeu entrevista coletiva no Estádio Nilton Santos. O treinador falou sobre a importância do triunfo contra o time pernambucano, o recuo da equipe tricolor, a confiança do presidente Mário Bittencourt e muito mais. Leia a íntegra abaixo:

Importância da vitória

“É lógico que a gente queria terminar o jogo fazendo dois, três gols, mas sabemos o quanto é difícil furar esse bloqueio deles (do Sport). É lógico que queremos melhorar o nosso jogo, mas valorizamos muito este jogo, a entrega, tudo que fizemos para esta partida. Era um jogo para vencermos. Para retomarmos a confiança. Que o jogo passado foi uma noite ruim. Um acidente de trabalho.”

Dificuldade para chegar ao gol

“Era um jogo importantíssimo, com uma carga grande, depois do jogo passado, tivemos uma sessão de treinamento para mudar as peças, como fizemos, sabíamos que iríamos jogar com uma equipe muito determinada. Tivemos que criar algumas situações para furar esse bloqueio. O Campeonato Brasileiro é muito difícil, muito nivelado. O Sport é muito forte na bola parada. Tivemos que fazer algumas mudanças.”

Convocação para a torcida

“Um alívio muito grande (a vitória). Para chamarmos o nosso torcedor para jogar com a gente. Então, a gente faz um pedido para o nosso torcedor. É lógico que queríamos estar em cima, em terceiro, quarto ou quinto, brigando. Mas tivemos um momento de dificuldade. A gente reconhece isso, o grupo reconhece isso. E é por isso que trabalhamos muito forte, um pelo outro. Mas precisamos do apoio do nosso torcedor. Do nosso torcedor positivo, que acredita. Do nosso torcedor que no ano retrasado, que a nossa equipe estava em 17º, jogou junto. Esse é o momento do torcedor abraçar esses meninos. Esses meninos dão a vida todo dia por eles. O compromisso nosso é o tempo todo. E pedimos ao nosso torcedor que jogue com esses meninos, porque a energia deles (torcedores) bate aqui dentro.”

Escolha por Matheus Ferraz

“O Matheus fez bons trabalhos. Eu me sinto seguro com ele. Hoje foi importante demais zerar, não tomar gol. A gente veio de um jogo muito difícil, onde tomamos gols. Era importante ter essa segurança. E o Matheus foi importante. Eu gosto muito do Nino também e quando tiver a oportunidade ele vai jogar.”

Posse de bola agressiva

“As equipes do Campeonato Brasileiro são muito iguais. E para você furar um bloqueio forte igual ao do Sport, precisávamos acelerar o jogo, precisávamos de ritmo. E para isso que vamos condicionar a nossa equipe a fazer. Posse agressiva. Isso que estamos pedindo à nossa equipe. Que na hora que quebramos a linha, aceleramos, fazermos a bola chegar na área adversária.”

Saber sofrer no jogo

“Nunca vou pedir para minha equipe recuar. Viemos com algumas mudanças. Luiz veio de um período fora, mas precisei dele. Sabíamos que em algum momento iríamos sofrer se não matássemos o jogo. Eles tiveram uma chance em bola parada. Preferimos alguns jogadores fortes para impedir essa jogada deles, Felippe, Caio… Mesmo em um momento que sentimos que poderíamos ser pressionados, pedimos também para o time marcar em cima, para tentar tirar essa bola. Lógico que queremos jogar os 90 minutos pressionando, marcação em cima, mas haverá jogos que teremos que nos adaptar. Mas o mais importante é que, mesmo em uma linha média baixa, estarmos bem postados. Temos que ter inteligência e calma para não sofrermos o gol, e foi isso que aconteceu hoje.”

Confiança do presidente Mário Bittencourt

“O presidente é um cara muito firme. Dá segurança para as pessoas em torno dele. E só dá essa segurança porque confia no trabalho. Fez isso em 2019, bancou mesmo com algumas dificuldades com relação ao interno nosso. E tivemos sucesso junto com toda a equipe e estafe. E dessa forma, há o mesmo respaldo. Ele bancou porque confia, sabe das pessoas que estão trabalhando junto com ele. Ele é muito inteligente. Se soubesse que o estafe dele não teria condições de estar assumindo tamanha responsabilidade, ele sentaria para conversar.”

John Kennedy no banco

“Pensamos em trazer o Samuel, mas eu já tinha Fred e Felippe na mesma função e optamos pelo John, que tinha um movimento diferente. Pensamos até em algum momento em colocá-lo. Mas hoje foi jogo de imposição, pegado. Mas em algum momento vamos usá-lo. Gosto muito dele. Vai estar conosco direto. Em algum momento vamos utilizá-lo.”

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Por Explosão Tricolor

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