De grão em grão




Calegari (Foto: Mailson Santana / Fluminense F.C.)

Haja criatividade para falar de mais uma atuação sem graça do Fluminense. Neste sábado, porém, os três pontos vieram através de uma vitória magra diante do Sport pelo Brasileirão. Marcão, depois de dois jogos fora por conta da Covid-19, também veio. Segundo o treinador, essa partida serviria para mostrar que a goleada sofrida na última rodada foi um acidente de percurso… As reticências já dizem tudo.

O técnico fez três alterações na equipe para esse jogo: Martinelli, Lucca e Luiz Henrique entraram nas vagas de Yuri, Hudson e Wellington Silva. Em que pese a fragilidade gritante do campeão de 1987, realmente melhoramos. Pena que foi pouquíssimo. Inclusive, o nosso lado esquerdo continuou sendo uma grande debilidade. Do meio para frente, fomos quase inoperantes mais uma vez.

Logo aos 3’, depois de cobrança curta de escanteio, o adversário desperdiçou chance clara com o volante Marcão, que bateu de primeira e isolou. Dois minutos depois, Lucca foi derrubado e todos pediram pênalti. O toque realmente aconteceu, mas o VAR avisou que a falta foi fora. Na minha opinião, a arbitragem acertou. Aos 18’, Fred tentou nos brindar com uma bicicleta após uma cobrança de lateral — veja só a nossa criação de jogadas! Esse foi o lance mais perigoso do Tricolor até então, porque de pé em pé não estava saindo nada.

Eu já estava pensando que só um gol caído do céu poderia nos salvar. Mal sabia eu que quem nos salvaria seria Luccas Claro. Erro meu, é claro. Em cruzamento vindo, como sempre, do lado de Danilo Barcelos, o Sport não abriu o placar apenas porque o nosso zagueiro fez um “golaço”. Se antes o nosso kicker era o Nenê, agora é o Danilo – mesmo assim, não ouso pedir o Egídio. Aos 37’ aconteceu o lance que mudou os rumos da partida: Júnior Tavares deu um pisou em Calegari e recebeu um vermelho polêmico. Já achei que foi merecido, já achei que não. Questão de interpretação.

Nos acréscimos, após cobrança de escanteio, aí sim o juiz errou. Ninguém viu a falta de ataque de Luccas Claro, apenas a arbitragem. Uma pena, porque o Michel Araújo apareceu para desviar para o fundo das redes. Não foi um chute ou um cabeceio, foi qualquer coisa. Inclusive, não houve chutes a gol no primeiro tempo.

Na volta do intervalo, a nossa pressão para abrir o placar continuou e, aos 4’, finalmente conseguimos fazer jus à vantagem numérica. Em cruzamento de Calegari, que chegou ao fundo mais vezes nessa partida, Lucca cabeceou e Patrick, do Sport, completou, matando o goleiro. Um gol bem qualquer coisa. Bastante diferente do passe de classe de Fred para Araújo, que acertou o travessão seis minutos depois. Deu gosto de ver a bola do nosso capitão, que tem parecido um camisa 10 em alguns momentos. O Tricolor ainda martelou mais uma vez em cabeçada por cima de Matheus Ferraz.

Passada a nossa pressão, o Sport voltou a sair mais para o jogo para tentar igualar o placar. Aos 20’, o adversário acertou a trave em cabeceio, e, no rebote, Matheus Ferraz apareceu bem para tirar. Dalberto, o autor da cabeçada, levou perigo mais uma vez em chute de fora da área que, se fosse um pouco mais calibrado, poderia ter morrido no fundo da meta. Mesmo com um a mais, o Fluminense seguiu levando sufoco dos rubro-negros, que só não marcaram com Maidana porque Ferraz deu uma casquinha na bola. O time das Laranjeiras só foi voltar a assustar já aos 39’, quando Felippe Cardoso recebeu belo cruzamento rasteiro de Calegari e bateu travado. Ainda houve mais uma boa chance para cada lado, ambas em jogadas de cruzamento. Afinal, as duas equipes que menos criam jogadas de perigo são, de fato, bastante estéreis com a bola no pé.

Vitória fundamental pensando na tabela. E é isso. Foi uma partida bem modorrenta, assim como já foram diversas outras do Tricolor neste Campeonato Brasileiro. Entretanto, seguimos pontuando e, de grão em grão, permanecemos na briga por uma vaga na Libertadores. Na quarta-feira, que ganhemos mais três grãozinhos!

Curtinhas:

– Se Barcelos esteve mal mais uma vez, Calegari apareceu bem pela direita e foi um dos poucos a se salvar.

– Martinelli foi espetacular? Não, mas deve seguir como titular. É seguro na marcação e sabe sair jogando.

– Quarta-feira tem dose dupla de Fluminense. O sub-17 tem jogado tanta bola que dá para falar que o profissional fará o pós-jogo.

– O fim desse jogo me lembrou o empate contra o Vasco. No fim, já nem passávamos do meio de campo mesmo com um a mais.

Saudações Tricolores, galera!

Carlos Vinícius Magalhães

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Por Explosão Tricolor

E-mail para contato: explosao.tricolor@gmail.com

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