Impossível não questionar




Foto: Lucas Merçon / Fluminense F.C.



Faltando apenas duas semanas para a estreia na Copa Libertadores, o Fluminense segue sem apresentar reforços necessários para deixar o time mais competitivo. Alguma surpresa? Quem me acompanha sabe que não estou surpreso. Inclusive, cheguei a comentar aqui e até em outros espaços tricolores, que não esperava nenhuma grande contratação, e que seria até incoerência da minha parte cobrar grandes reforços, pois venho debatendo há anos sobre o dramático cenário financeiro do clube. Porém, isso não me impede de questionar a política de contratações da gestão.

Na montagem do elenco para esta temporada, a diretoria optou por renovar com o Hudson e Caio Paulista. Durante o último Brasileirão, trouxe o Lucca. Agora, contratou Samuel Xavier, Rafael Ribeiro e Wellington.

Sobre as renovações do Hudson e Caio Paulista, seguirei sem entender até o último dia da minha vida. Assim como a contratação do Lucca. E aí, vale uma reflexão: o valor total gasto com os três não daria para contratar um titular de bom nível?

Com relação ao lateral-direito Samuel Xavier, acredito que tenha sido uma boa escolha. Se dará certo, aí é outra história. Faz parte do risco. Mas achei a contratação válida pelo que ele apresentou na última temporada pelo Ceará.

Já o Rafael Ribeiro chegou contestado, pois os próprios torcedores do Náutico queriam vê-lo bem longe dos Aflitos. Bastou um jogo com a camisa tricolor para confirmar o que os torcedores pernambucanos já haviam comentado. Agora, o rapaz foi “rebaixado” para o time Sub-23.

Por último, o Wellington, que não me empolga tanto, porém, reconheço que a sua experiência pode ajudar de alguma forma. Assim espero.

É desanimadora a falta de criatividade do Fluminense no mercado da bola. Não é possível que o scout não tenha uma lista de jogadores promissores que estejam escondidos no interior do Brasil ou até mesmo nos países vizinhos. No futebol sul-americano, por exemplo, é de conhecimento de todos que no Paraguai e Uruguai são duas boas escolas de defensores e volantes. Já na Argentina, em cada esquina de Buenos Aires há um meia habilidoso. 

Definitivamente, não dá para entender os critérios da gestão de futebol do Fluminense. Ainda mais quando realiza uma oferta de R$ 6,7 milhões por 25% do Matheus Babi e outra de R$ 2,5 milhões pelo David Duarte, ou seja, R$ 9,2 milhões por dois jogadores que chegariam para esquentar o banco. É mole?

É impossível não questionar grande parte dessas escolhas. Quem bate palmas para isso aí ou deixa passar batido para não se indispor com certeza não ama o Fluminense de verdade.

Agora é aguardar para ver se os dirigentes tricolores darão uma bola dentro nos próximos dias.

Forte abraço e ST

Vinicius Toledo



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