Início do debate




FOTO: LUCAS MERÇON / FLUMINENSE F.C.



Chegou a hora de iniciar o debate sobre o que esperar do Fluminense para 2020. E não faltam assuntos. Por mais que incomode a alguns tricolores, o cenário financeiro é o que mais preocupa, pois o montante de dívidas que serão executadas neste ano é superior a R$ 200 milhões. Ou seja, a gestão terá que trabalhar muito para negociar acordos, parcelamentos e outras composições para impedir que o fluxo de caixa seja fortemente asfixiado como nos anos anteriores.

Ainda sobre as finanças, o orçamento para 2020 será votado neste mês. Confesso que estou aguardando a divulgação dos números para saber como a gestão projetou, por exemplo, os custos do BackOffice. Vale lembrar que ele aumentou de R$ 1,9 mensais, em 2018, para R$ 3,7 milhões, em 2019. Ainda não foi informado se esse custo diminuiu ou aumentou após a entrada da atual gestão. Outros pontos que merecem ser observados com atenção são os valores que o clube pretende arrecadar com vendas de jogadores e patrocinadores.

Com relação ao futebol, o imbróglio criado por conta da ida do Allan para o Atlético-MG foi bom para o Fluminense. Pelo menos essa é a minha visão. Colocar R$ 17 milhões ‘na pendura’ por um jogador que não decide seria loucura das grandes. Se tivesse nadando em grana, com certeza compraria. Porém, a situação atual do Fluminense não permite isso. Com esse valor é possível contratar duas ou três promessas de países vizinhos com salários não tão altos.

Sobre as contratações realizadas até aqui, tenho algumas restrições. O Egídio é bom jogador, mas já está com 33 anos. Idade avançada para lateral. Já o Henrique caminha para 35 anos. Não é muito para um volante? O Hudson completará 32 no final do mês. Acho que ainda tem lenha para queimar. A qualidade técnica do trio dos trintões contratados é inquestionável, mas a questão física preocupa. Em termos táticos, o setor de meio-campo pode ficar bem engessado, considerando uma formação com Henrique, Hudson e Ganso. Em 2019, por mais que o time não fosse dos sonhos, o Allan acelerava a transição e o Daniel dava uma boa mobilidade ao setor.  

Além do trio experiente, o Fluminense contratou Yago Felipe, Caio Paulista e Felippe Cardoso. São apostas, mas acredito que o primeiro tenha alguma chance de dar certo. A informação que obtive é a de que o Yago é muito disciplinado taticamente e possui boa chegada ofensiva. Pode ser a opção para dar uma dinâmica ao meio de campo tricolor.

A sétima contratação está bem encaminhada: Fernando Pacheco. Se for aprovado nos exames médicos, o atacante peruano custará US$ 700 mil, ou seja, cerca de R$ 2,8 milhões. Segundo a imprensa peruana, trata-se de um bom jogador, mas que ainda vive altos e baixos. Algo natural para um jovem. Pelo valor que será investido por 50% dos direitos do atleta, a equipe de scout do Fluminense deve ter visto muito potencial no camisa dez da Seleção do Peru Sub-23.

É prematuro falar sobre escalação ideal neste início de temporada já que o clube ainda deve anunciar mais contratações nas próxima semanas. Vários nomes andam sendo especulados, mas só comentarei sobre quem realmente acertar com o Fluminense.

Apesar de tantos assuntos, encerrarei por aqui, mas torcendo muito para que o Fluminense realize uma temporada digna. Mesmo com um patrulhamento muito bem organizado, o ritmo aqui do espaço será o mesmo de sempre, ou seja, aplausos para os acertos e vaias para os erros. Aqui, A OPINIÃO TEM AUTOR REAL E É INEGOCIÁVEL!

Forte abraço e ST!

Vinicius Toledo



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