A reta final da temporada exige que os principais jogadores assumam protagonismo. No Fluminense, porém, Hulk atravessa justamente o caminho inverso. O atacante caiu de rendimento nos últimos jogos e chega à decisão contra o Palmeiras cercado de dúvidas sobre sua capacidade de voltar a ser decisivo.
Por Leandro Alves
A derrota por 2 a 1 para o Santos evidenciou um problema sério para o Fluminense nesta reta final decisiva da temporada: a queda de produção do Hulk.
Na partida deste domingo, o veterano de 40 anos voltou a demonstrar muita dificuldade para competir em alto nível. Hulk não conseguiu dar sequência às jogadas, perdeu várias disputas para os marcadores adversários e novamente passou boa parte do tempo caindo no gramado e buscando faltas.
Nem entrando no segundo tempo Hulk conseguiu fazer diferença
Existe ainda um agravante na atuação contra o Santos. Hulk entrou apenas no segundo tempo e, mesmo assim, não conseguiu se sobressair fisicamente diante dos adversários. Em alguns momentos, a impressão era de que o atacante estava em campo desde o início da partida.
Para um jogador que entrou descansado, esperava-se muito mais intensidade, força e capacidade de decisão.
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Atuação ruim também contra o Palmeiras
O problema não começou contra o Santos. Na derrota por 2 a 1 para o Palmeiras, na última quarta-feira, Hulk já havia apresentado uma atuação constrangedora.
Com exceção de uma finalização perigosa no primeiro tempo, o atacante praticamente não conseguiu incomodar a defesa adversária. Perdeu várias disputas físicas, caiu repetidamente e buscou faltas em situações nas quais o Fluminense precisava de mais objetividade.
Queda preocupa antes da decisão da Libertadores
E é justamente aí que mora a maior preocupação. O Fluminense precisa reverter a vantagem do Palmeiras no jogo de volta da semifinal da Libertadores. Para avançar diretamente, terá de vencer por dois gols de diferença.
Neste momento, porém, seu principal nome ofensivo atravessa uma queda de desempenho preocupante justamente quando a equipe mais necessita dele.
Fluminense não tem substituto à altura
O problema fica ainda maior porque o Fluminense não dispõe atualmente de outra opção com a mesma capacidade para comandar o ataque.
Rodrigo Castillo até marcou contra o Santos, mas segue apresentando muitas limitações técnicas e ainda não transmite confiança para assumir o protagonismo ofensivo em uma semifinal de Libertadores.
A alternativa ideal seria John Kennedy. O Urso reúne força, mobilidade e capacidade de decisão, mas infelizmente continua em recuperação após cirurgia e só deve retornar aos gramados em 2027.
Diante desse cenário, o Fluminense chega à partida mais importante da temporada dependendo de uma reação de Hulk. E ela precisa acontecer agora.
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