Em coluna contundente, colunista detona apatia do elenco, cobra demissão da gestão de futebol e apela ao imponderável.
Por Lindinor Larangeira
O Fluminense parece mesmo não querer se classificar às oitavas de final da Conmebol Libertadores 2026. O time precisava vencer o fraquíssimo Bolívar por três gols de diferença, mas saiu do Maracanã com um magro 2 a 1. O resultado aconteceu sob as vaias de mais de 62 mil tricolores que tentaram jogar junto, mas a apatia tricolor em campo simplesmente não permitiu. Portanto, faltou futebol, mas, sobretudo, sobrou falta de atitude.
O que se viu em uma partida decisiva foi uma equipe descompromissada e sem postura de time grande. Enquanto o limitado quadro boliviano jogava uma partida de Libertadores, catimbando, picando o jogo e ganhando todo o tempo possível, a maior parte dos jogadores do Fluminense pareciam alheios ao jogo. Desse modo, não se trata de qualidade técnica, algo escasso nesse elenco. O problema maior é a ausência de vergonha na cara, com raríssimas e honrosas exceções.
Urge a demissão da comissão técnica e dos gestores de futebol
Se o clube tiver comando administrativo real, a demissão da comissão técnica e dos gestores de futebol se torna urgente. Contudo, não adianta apenas mandar o técnico Luis Zubeldía embora. Os responsáveis diretos pela montagem do elenco também deveriam receber o bilhete-azul imediatamente. É difícil acreditar que em um clube que parece ter duplo comando, o presidente de direito vá demitir Mário Bettencourt e Paulo Angione. É mais fácil despedir o treinador e aplacar a raiva de boa parte da torcida.
A responsabilidade pelo atual momento ruim não é só do argentino. Não foi ele quem “realizou o sonho” de alguns jogadores, fez contratações inexplicáveis ou mesmo sucateou o trabalho de Xerém. Ver esse time do Fluminense jogar é angustiante. Além disso, já vi times ruins, ou mesmo muito ruins do Fluminense, desde o distante ano de 1969. Apesar disso, nunca vi uma equipe tão omissa, covarde, sem atitude ou com um mínimo de malandragem. Poucos desses jogadores merecem vestir nossa gloriosa camisa.
Apenas João de Deus pode salvar o Fluminense
O que vemos em campo é reflexo direto da falta de comando do clube e de uma diretoria minúscula que pensa pequeno. O verdadeiro Fluminense esteve e está nas arquibancadas. Em campo, vemos um bando dirigido por uma comissão técnica sem qualquer leitura de jogo. É o retrato de uma gestão calamitosa e omissa, que não cumpre o papel de cobrar o desempenho de seus profissionais. Com isso, o torcedor não merece esse time sem-vergonha, essa comissão técnica perdida e essa diretoria que parece atuar contra os interesses do clube.
Por fim, na última rodada da fase de grupos, só um milagre pode salvar o Fluminense do vexame de uma eliminação precoce. Nossas orações precisam ser direcionadas para João de Deus. Afinal, se depender de Mattheus Montenegro, Tenório, Mário Bettencourt, Paulo Angione, Luis Zubeldía e da maioria do elenco atual, nós estaremos completamente perdidos.
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