Mário Bittencourt volta a comentar sobre as críticas da torcida do Fluminense em relação à venda de Luiz Henrique






Luiz Henrique foi vendido pelo Fluminense ao Real Betis por 13 milhões de euros

A venda do atacante Luiz Henrique para o Real Betis, da Espanha, segue rendendo críticas ao presidente do Fluminense, Mário Bittencourt. Em entrevista coletiva concedida nesta segunda-feira (13), o mandatário tricolor voltou a justificar a transferência do moleque de Xerém para a equipe espanhola. Confira abaixo a resposta do dirigente:

– Em 2020 eu disse que naquele momento havia necessidade de vender jogadores para ter o custeio mensal. 46% das nossas receitas vem de vendas. Fizemos algumas vendas e isso continua sendo importante. Quando fazemos o orçamento, temos uma previsão, ainda não atingimos essa meta, precisamos vender um ou dois jogadores para fechar as contas. Na avaliação do banco BTG diz que o grande diferencial para outros clubes é a base que produz grandes jogadores em quantidade, faz com que a gente sobreviva. Clubes que teoricamente tem uma situação mais estabilizada também vendem jogadores.
– Sei que existem visões diferentes sobre visão de mercado, mas vendemos dentro do que o mercado nos oferece no momento. A chegada de um possível investidor fará com que a gente possa recusar ofertas de valores que não façam diferença no caixa do clube. Os primeiros cinco meses do ano foram complicados. Não tínhamos mais cotas do Carioca, tivemos a variação absurda do câmbio com a guerra, perda de valores que vinham de fora do Brasil, a eliminação na Libertadores, entramos em um regime centralizado de exceção.
– Se 46% nos últimos cinco anos são de vendas de jogador, 50% vem de televisão. Por isso a briga por uma Liga mais justa. A TV só começa a ser paga em junho/julho. Quando falamos que o clube teria compromissos de 100 milhões nos seis meses são todas as coisas que envolvem o clube. Estádio, avião, dívidas, salários. Como as receitas ordinárias só chegam em junho/julho, precisávamos fazer uma venda. As do Nino e do Biel não se realizaram. A do Luiz Henrique foi muito abaixo a primeira e dentro das dificuldades que tínhamos precisamos fazer as vendas.
– E vamos precisar fazer, não só agora. No momento que chegar o investidor, ele vai querer saber as receitas que o clube tem. O Fluminense vai precisar continuar fazendo vendas. Estamos entre os trinta do mundo que mais vendeu jogadores da base em euros, mais ou menos 110 milhões de euros, antes da venda do Luiz. O clube faturou 1 bilhão e 250 milhões. A venda de jogador é importante para nós, mas estamos trabalhando para que não seja vital.

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