Mesmo no “exílio”, acabei dando o meu jeito…




Neste exato momento, estou bem longe do Rio de Janeiro. Para ser mais exato, estou em Arvorezinha, no interior do Rio Grande do Sul, na casa da minha sogra e do meu sogro. Zona de campo, colonização italiana, vacas, aviários, porcos, chimarrão, churrasco…

Quando saí de férias, havia prometido que só retornaria ao Explosão Tricolor após o dia 16. Já estava conformado em não conseguir assistir o jogo contra o Joinville, pois aqui não tem TV a cabo e a conexão é uma tristeza. Por sorte, minha querida cunhada, a Marta, me arrumou uma internet móvel, que só consegue dar sinal de vida em um dos muitos quartos da fazenda… Foi a chave para o sucesso!

Consegui assistir o jogo pelo computador. Foi uma dura batalha! Trava aqui, trava ali… Assim como foi a batalha do Fluminense na sua estreia.

Pelo que vi, o Fluminense mandou e desmandou no primeiro tempo. Grande atuação do Pierre, que deu total proteção ali atrás e permitiu que o time atacasse com maior liberdade. Infelizmente, o garoto Gerson não soube aproveitar. Espero que seja apenas a natural oscilação dos garotos promissores. Sugiro que a torcida tenha paciência e não pegue no pé dele, pois talento ele tem.

A expulsão do jogador do Joinville facilitou a vida do Fluminense, mas faltou calma e capricho para estufar a rede catarinense. O goleiro deles também estava determinando a estragar nossa festa. Agarrou muito!

Na segunda etapa, não posso reclamar da saída do Pierre. Jogando em casa e com um adversário de qualidade inferior tendo um jogador a menos, a substituição natural era a saída de um dos três volantes para a entrada de de um meia ou um atacante. Só que eu não esperava que fosse o Robert, pois, na minha visão, Wagner e Vinicius são opções melhores. O time caiu um pouco de produção, o Joinville fechou todos os espaços e a coisa ficou mais difícil. O time catarinense ainda ameaçou com alguns perigosos contra-ataques. O Flu continuou tentando, mas a coisa estava feia…

Quando tudo caminhava para um triste final, alguém lá em cima falou o seguinte: “Não podemos deixar a massa tricolor que chegou junto e fez uma linda festa, sair triste do Maracanã. Apesar da incompetência de alguns dirigentes e conselheiros, que teimam em apequenar o clube, querendo vender jogo para fora do Rio, pois acham que o Flu perderá para o Corinthians no Maracanã, vamos dar um final feliz para esta noite tricolor”. Dito e feito! O meu xará foi lá e decidiu a parada com um belo chute de fora da área.

Vitória de um time que teve paciência, apresentou boa organização, teve calma e sequer foi ameaçado. O jogo coletivo funcionou muito bem.

Merecida festa tricolor na arquibancada do Maracanã e… Em Arvorezinha, no Rio Grande do Sul! Debaixo da coberta, escutando a chuva e com um frio do cacete, vibrei muito. Minha esposa acordou, mas como ela já está acostumada com as minhas loucuras pelo Fluminense…

Para encerrar, quero dedicar este texto a todas as mamães tricolores e, em especial, a Dona Angela. Pela primeira vez na minha vida, passarei o Dia das Mães longe dela. Mãe, eu te amo!

EXPLOSIVAS DO GUERREIRO:

1 – A decisão de não escalar o Antônio Carlos e o Magno Alves, não deve ter saído no Maracanã…

2 – Bela atuação do Pierre. Edson cresceu bastante na segunda etapa e foi outro monstro. Cavalieri nem viu a cor da bola.

3 – Podem alegar mil e uma coisas, mas a venda do jogo do Fluminense x Corinthians é uma tremenda sacanagem. Tudo bem, são R$ 850 mil, mas se o Fluminense bater o Atlético/MG, no próximo domingo, o Maracanã teria tudo para receber mais de 50 mil tricolores contra o Corinthians.

4 – Aspecto financeiro, eu até engulo, mesmo achando que a parte técnica deva ser sempre priorizada. Mas alegar que o Fluminense é muito inferior ao Corinthians e que tem grande chance de perder no Maracanã, é um pecado dos grandes contra a Instituição Fluminense Football Club. O Fluminense tem histórico de superação e a torcida sempre se mobiliza nos grandes jogos. Tricolores com este pensamento medíocre deveriam ser execrados das Laranjeiras.

5 – Pelo motivo exposto no item 4, não há como fugir das futuras batalhas por um Fluminense mais forte, respeitado, democrático e independente. Em breve, as cabeças pensantes da torcida terão que assumir um posicionamento. Subestimar a força do Fluminense e da sua torcida é algo que não suporto. E todo tricolor de verdade não deveria suportar. Uma coisa é usar a razão, outra coisa é ser babaca e fazer papel de peru de véspera de Natal.

Saudações Tricolores

Vinicius Toledo

Foto: Paulo Sérgio / Lance!

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