Nenhuma novidade




Igor Julião (Foto: Mailson Santana / Fluminense F.C.)



Uma coisa é torcer, outra é ter os pés no chão, ou seja, não permitir que a emoção vença a razão. A euforia por conta da boa campanha no primeiro turno era legítima, mas não poderia mascarar algumas situações. Aqui mesmo no espaço, comentei por diversas vezes que seria necessário mudar a receita para o returno. Como? Com as contratações de um lateral-direito e também de um meia de criação. Além disso, seria interessante preparar um ou outro garoto da base. Nesse sentido, John Kennedy ou Samuel Granada seriam boas tentativas.

Pois é, o returno começou. Apesar de ter semanas inteiras para treinar, o Fluminense parece que piorou. Como bem disse o amigo Edson Moreno, no chat da live pós-jogo, “quanto mais treina, pior fica”.

A derrota para o Palmeiras por 2 a 0 escancarou ainda mais algumas carências, mas não foi só isso. Algumas escolhas do Odair Hellmann também pesaram. Manutenção do péssimo Igor Julião, Michel Araújo torto na esquerda, Wellington Silva de titular com toda a sua improdutividade, Nenê perdido como meia, etc… Tem como ser feliz? Claro que não. E o pior é que são situações que já eram questionadas mesmo na sequência invicta, mas que logo eram rebatidas pelos guardiões da gestão. Triste.

O fato de o Palmeiras ter entrado em campo com 13 desfalques, pouco me importou. Para falar a verdade, se compararmos as duas escalações que entraram em campo no Allianz Parque, acredito que apenas o Nino, Luccas Claro e Dodi seriam melhores que os seus oponentes que atuam em suas respectivas posições.

Sobre a atuação do Fluminense, nada mudou. O time até teve iniciativa na primeira etapa, mas a dificuldade na última bola segue como problema crônico. Os laterais não ajudaram e os atacantes não tiveram poder de infiltração pelos lados de campo. Para piorar, Nenê, que até se movimentou bastante, não conseguiu ser o meia que o time tanto precisa. Sendo assim, seria impossível arrumar alguma coisa no Allianz Parque. Por incrível que pareça, o Felippe Cardoso lutou sozinho lá na frente, inclusive, fez uma bela jogada para o Nenê desperdiçar. Por aí dá para ter uma noção real da pobreza técnica tricolor. 

Não dá para fazer milagre, mas é possível escalar melhor. Porém, é revoltante saber que o Fluminense tem uma semana inteira para treinar, mas quando entra em campo, o time parece um bando. Ridículo, mas há quem bata palmas para isso…

Forte abraço e ST

Vinicius Toledo



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