O enganoso conto de fadas do Fluminense




Foto; Vinicius Toledo / Explosão Tricolor

A missão do Fluminense não era nada fácil diante de um dos mais fortes times da história do Atlético-MG. Se considerar o peso da camisa, a atuação tricolor foi de time pequeno. Porém, considerando a atual realidade, não tinha muito o que fazer, mas isso não significa que a torcida seja obrigada a aceitar, por exemplo, o Wellington e Danilo Barcelos discutindo sobre quem bateria uma falta na entrada da área mineira. Certamente, esse momento foi um dos mais tristes que já vi na minha vida de torcedor.

No primeiro tempo, o Fluminense até se fechou bem, mas foi lento em sua transição. Quando conseguia chegar ao campo adversário, o time pecava na última bola. No entanto, ainda assim, o Tricolor teve duas chances de abrir o marcador no Mineirão. Na primeira, o Fred obrigou o Everson a realizar grande defesa. Já na segunda, Luiz Henrique se enrolou na tomada de decisão.

Após o intervalo, o Atlético-MG veio avassalador. Abriu o placar com um pênalti cometido pelo Danilo Barcelos, que foi marcado pelo VAR. Achei a marcação meio contestável, mas…

Essa eliminação na Copa do Brasil foi apenas mais uma de muitas ao longo dos últimos anos. E lá vai o Fluminense para um jejum de dez anos sem título algum. Uma parte da torcida está anestesiada, outra já jogou a toalha, mas também existe uma queda de braço entre os que ainda lutam e a turma de bajuladores de gestão.  

O Explosão Tricolor está no ar desde agosto de 2014. Nos últimos sete anos, a minha visão sobre o Fluminense mudou totalmente, pois o site me jogou dentro dos bastidores do clube. Infelizmente, a decepção foi enorme, mas o pior mesmo é o sentimento de não poder fazer nada, pois ainda tem muita gente que acredita em dirigentes e salvadores da pátria. De qualquer forma, não deixo de fazer a minha parte mesmo sendo xingado por uma meia dúzia. Apesar de não estar mais com a disposição de antes, sigo lutando aqui no meu canto e do meu jeito.

Em relação ao momento atual, em nada me surpreende. Muitos torcedores só caíram na real agora sobre a péssima utilização do pouco dinheiro que o Fluminense tem para fazer o seu futebol profissional. Esse tem sido um ponto que questiono há tempos, inclusive, antes de anunciar o Roger Machado, cheguei a fazer um vídeo sobre a brecha financeira que o clube teria com as saídas do Digão e Wellington Silva. Além disso, já havia uma brecha deixada com a saída do Odair Hellmann e a opção de não renovar com o Hudson. Juntando todas essas verbas, a gestão de futebol teria força suficiente para contratar um técnico de verdade.  

É o que sempre falo: dinheiro tem. Não é muito, mas tem. E se você não tem tanto, não dá para fazer loucuras. O caso do volante Wellington, por exemplo, é algo revoltante. Segundo o portal Lance!, a renovação automática para 2022 já está garantida. O pacotão de reservas contratados antes da Copa Libertadores com certeza tem um custo bem elevado. Nenhum deles emplacou.

Obviamente, não existe milagre. A situação financeira do clube é calamitosa e o abismo criado no futebol brasileiro sinaliza um futuro sombrio para quem ainda administra no “modo anos 80/90“. No caso do Fluminense, a forma que o futebol vem sendo conduzido é um grande exemplo disso. Não há critério técnico para contratar e nem uma preocupação em desenvolver a molecada que sobe da base.

O Fluminense ainda tem o Campeonato Brasileiro pela frente até o início de dezembro. Pela mediocridade técnica que está o futebol nacional, até acredito que dê para buscar novamente uma vaga na próxima edição da Libertadores. Caso consiga conquistá-la, o clube embolsará mais uma bolada milionária, a diretoria falará que está no caminho certo, parte da torcida, que comemora salário em dia como se fosse um gol de título, embarcará no papo da reconstrução, um técnico submisso será anunciado, novos perebas ou ex-jogadores em atividade serão contratados e um novo ciclo de conto de fadas será iniciado até a carruagem dourada virar abóbora novamente. Tem sido assim desde 2013…

Forte abraço e ST

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Vinicius Toledo

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