Obrigado por tudo, Super Ézio!




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O início dos anos 90 já avisava que o Fluminense não teria vida fácil naquela década.
Depois de tantas vitórias nos anos 80, tivemos que encarar diversas dificuldades para garantir a nossa sobrevivência.
Jogadores de qualidade duvidosa chegavam aos montes na Álvaro Chaves, era a política do “bom, bonito e barato” invadindo Laranjeiras para desespero da torcida tricolor.
Apesar das adversidades e de tantos perebas, a vida do Fluminense tinha que seguir.
Na época, adultos, adolescentes e até crianças escutavam as resenhas das rádios. Era uma no final da tarde e outras às 22h. E vou falar uma coisa: era maneiro pra cacete!
Lá em casa, eu e meu saudoso pai escutávamos e debatíamos até altas horas. Bons tempos…  
Em 1991, o clube anunciou a contratação de um centroavante da Portuguesa de Desportos cujo nome era Ézio Leal Moraes Filho.
Confesso que não me empolguei tanto, mas…
Aos poucos, o novo camisa nove tricolor foi conquistando a torcida com muita simplicidade, humildade, caráter, respeito e gols.
Se não tínhamos um grande time, pelo menos podíamos falar que tínhamos um super-herói: o SUPER ÉZIO! 
O carinhoso apelido foi dado pelo Januário de Oliveira, grande tricolor e narrador esportivo da TV que a cada gol do nosso ídolo falava: “O SUPER ÉZIO É CRUEL, MUUUUUITO CRUEL!”
Ézio fez a alegria de toda uma geração que aprendeu a amar intensamente o Fluminense mesmo com um terrível jejum de nove anos sem títulos.
Quando a coisa estava feia, o nosso super-herói da nove tricolor quase sempre dava um jeito de nos salvar. Quando era Fla-Flu então…
Os anos foram passando, os títulos não vinham, mas o SUPER ÉZIO já tinha garantido a sua cadeira cativa nos corações de todos os tricolores. 
Com a benção de João de Deus, uma forcinha do Nelson Rodrigues e aprovação do Oscar Cox, o nosso super-herói, mesmo em baixa, entrou na segunda etapa do maior Fla-Flu de todos os tempos, que foi a final do Campeonato Carioca de 1995. 
Me lembro como se fosse hoje, que eu estava sentado na arquibancada aos prantos e rezando com muita fé, meu pai em pé com a minha mãe e meu irmão, até que escutei um grito: “Vai Ézio!”. Era o início da jogada do eterno gol de barriga que estava começando a se desenhar…   
O nosso SUPER ÉZIO não poderia sair do Fluminense sem um grande título. E tinha que estar presente justamente no mais emocionante da nossa história!
No dia 9 de novembro de 2011, Ézio nos deixou para entrar de vez para a eternidade tricolor.
Obrigado pelas tardes e noites maravilhosas no Maracanã e, principalmente, no templo sagrado das Laranjeiras, SUPER ÉZIO! Você me emociona até hoje, guerreiro!

FRASES MARCANTES DO SUPER ÉZIO:

“Sinto saudade da época em que o Fluminense jogava nas Laranjeiras. Lógico que o Maracanã é o grande palco. Mas, apesar de pequena capacidade, o estádio tricolor guarda muitas histórias”. 
“Era coisa de maluco. Eu assinava qualquer papel no início da temporada e depois discutia os valores. Nunca criei empecilho para renovar acordo tamanha era à vontade de permanecer no Fluminense”. 
“O meu sonho era ser campeão da Libertadores pelo Fluminense. Não me conformo até hoje com aquele pênalti, a favor do Internacional, no segundo jogo da decisão. Achei duvidoso o lance que nos tirou o título da Copa do Brasil”.
COMO SURGIU O APELIDO DE SUPER ÉZIO (por Januário de Oliveira)
“Eu estava almoçando com um amigo no Rio de Janeiro quando o Ézio entrou na churrascaria. Comentamos que para fazer gols com a ajuda daquele time do Fluminense, que na época era muito fraquinho, tinha que ser herói. Então, meu amigo falou: “Herói, não. Tem que ser super-herói”. Fiquei pensando nisso. No domingo, teve o jogo contra o Botafogo, e ele marcou dois gols (no empate por 2 a 2). Já no primeiro, narrei como Super Ézio. Saiu naturalmente. Nem gritei assim no segundo. Mas, quando cheguei à TV na segunda-feira, aquilo tinha feito tanto sucesso, que revi a fita e achei legal também. Fiquei com medo de ele ficar um pouco chateado, de não gostar. Mas ele me disse que tinha achado muito legal, que era uma mão na roda para ele (risos)”. 
Saudações Tricolores!
Vinicius Toledo 

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