Pelo fim do espírito derrotista no Fluminense




Foto: Vinicius Toledo / Explosão Tricolor

Nós não ficamos na zona de rebaixamento em nenhuma rodada. Em outros campeonatos, ficamos. Em 2008, em 2009, em 2013… Neste ano, não ficamos nenhuma rodada“, disse Pedro Abad após a vitória do Fluminense sobre a Ponte Preta. 

Com todas sinceridade, cada vez que leio ou escuto alguma declaração dada pelo presidente Pedro Abad ou por parte da sua base de sustentação política, fico ainda mais desanimado com relação ao futuro do Fluminense. Os caras só sabem chorar durante 24 horas diárias através das redes sociais ou transferir culpa para terceiros. Um verdadeiro processo de vitimização que só deixa o torcedor tricolor ainda mais irritado e desesperançoso. É assim que desejam que a torcida abrace o Fluminense? Se for, só estão piorando ainda mais a situação. A história mostra que espírito derrotista não leva a lugar algum. 

Sobre a declaração do Pedro Abad, tem hora que é melhor não falar nada. Um presidente de um clube com a grandeza do Fluminense não pode cometer o pecado de ficar comparando fracassos. Isso não existe. Todos os fracassos são iguais. Mas se ele realmente deseja comparar, vamos lá…

Em 2008, tivemos um dos momentos mais lindos da história do clube. A Taça Libertadores não veio, mas o Fluminense deu show cinematográfico no campo e na arquibancada. A emoção toma conta do torcedor até os dias de hoje. Infelizmente, o ano de 2008 acabou para o Fluminense nos primeiros minutos do dia 3 de julho. 

Um ano depois, quando muitos já haviam deixado o barco afundar, o Cuca chegou e promoveu uma verdadeira revolução. Com um novo time, escapamos do rebaixamento e perdemos a final da Copa Sul-Americana. Mais um ano sem conquista e lutando contra o rebaixamento, mas a arquibancada abraçou o Fluminense e jogou junto com o time de forma emocionante e histórica.

O último ano citado pelo presidente Pedro Abad foi o de 2013. Sim, brigamos para cair e só escapamos graças ao erro do Flamengo. O clube estava em pé de guerra por causa da eleição presidencial. Além disso, tivemos penhora de alguns milhões de reais que fez o ex-presidente Peter Siemsen até chorar ao vivo em programa de rádio. Um show de incompetência e fogo amigo que acabou derrubando o Fluminense.

O presidente Pedro Abad e toda a sua base de sustentação necessitam entender que o torcedor tricolor não quer mais saber de lamentações e justificativas para tirar o deles da reta. A torcida quer uma gestão firme, que meta a cara em todas as horas e não tenha medo de encarar o mundo. O tal do jornalista Flávio Prado, por exemplo, continua achincalhando a nossa imagem institucional através de um programa de rádio paulista. E aí? Até quando ele continuará nos acusando de criminosos? Nada será feito?   

Enquanto a postura dos nossos dirigentes continuar sendo explicitamente derrotista e conformista, o Fluminense não avançará de forma alguma. Seja no relacionamento com o torcedor ou numa mesa de negociação com um patrocinador.  

Acorda, diretoria! Menos derrotismo nas redes sociais e mais coragem para encarar os problemas reais. A torcida precisa de uma resposta para ontem. Um ano já foi para o ralo…    

Forte abraço e Saudações Tricolores!

Vinicius Toledo 



Foto: Vinicius Toledo / Explosão Tricolor

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