Poderia ter ido ainda mais longe




Foto: Divulgação



Em tempos de quarentena, resgatar o passado torna-se algo meio que inevitável. No meu caso, mergulhei no túnel do tempo para lembrar das últimas grandes conquistas do Fluminense.

A derrota na final da Taça Libertadores da América, em 2008, ainda dói. E como dói… Grande futebol, festas cinematográficas no Maracanã e o mundo inteiro encantado com as três cores que traduzem a tradição. Pois é, infelizmente, não deu.

Porém, não é sobre a terrível noite do dia 2 de julho de 2008 que quero comentar. Hoje o papo é sobre o ano de 2012. Comandado pelo Abel Braga, o Fluminense conquistou o Campeonato Carioca e o Campeonato Brasileiro. No entanto, a eliminação na Taça Libertadores daquele ano é algo que não sai da minha cabeça até hoje.

Tudo bem que a derrota na final da edição de 2008 foi bem mais traumática, mas a eliminação na de 2012 foi algo difícil de aceitar. O time de oito anos atrás, na minha opinião, era o melhor Fluminense dos últimos tempos. E tem mais: era o melhor time do continente daquela época.

O Tricolor encarou uma sequência de jogos válidos pelas finais do Campeonato Carioca e da Taça Libertadores. Na final do Estadual, a rapaziada atropelou o Botafogo. Já na Libertadores, eliminou o Internacional e avançou às quartas de final.

As vitórias foram muito comemoradas, mas a pesada sequência cobrou um preço caro, pois o time ficou esfacelado por conta de diversas lesões. Deco e Fred, que eram os dois grandes nomes daquela seleção tricolor, foram os principais desfalques. Por aí já dava para se ter uma ideia do estrago.

Apesar dos sérios problemas, o Fluminense encarou o Boca Juniors de peito aberto. No jogo de ida, na temida La Bombonera, uma derrota por 1 a 0. Porém, um pênalti escandaloso não marcado ou alguém aí esqueceu do zagueiro argentino usando o braço para evitar o gol do Anderson de cabeça?

Uma semana depois, com o time ainda mais esfacelado por conta da expulsão do Carlinhos no jogo de ida, o Fluminense foi guerreiro. Abriu o marcador logo no início, mas cedeu o empate no final do segundo tempo.

Quando não tem que ser, não tem jeito. Mas a sensação que ficou é a de que o vitorioso time de 2012 poderia ter ido ainda mais longe do que foi. De qualquer forma, os caras fizeram uma bela história.

Forte abraço e ST!

Vinicius Toledo



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