Pressão na arbitragem, mobilização da torcida e escalação: o “circo” armado pelo Olimpia para receber o Fluminense






O Fluminense abriu uma boa vantagem ao vencer o jogo de ida no Rio de Janeiro por 3 a 1, mas nada que tenha abalado a esperança do lado do Olimpia no Paraguai. Depois de recuperar a confiança ganhando um clássico contra o Cerro Porteño na casa do arquirrival depois de 41 anos, os paraguaios miram a partida decisiva nesta quarta-feira, às 21h30 (de Brasília), no Defensores del Chaco, e “preparam o território” dentro e fora de campo para receber o Tricolor, que viaja nesta terça.

Escalação

Dentro das quatro linhas, o técnico Júlio Cáceres confirmou a volta do zagueiro Alcaraz e do atacante Jorge Recalde, que sequer foram relacionados contra o Cerro Porteño, mas apenas por desgaste. O treinador também anunciou que Olveira seguirá como titular no gol, mesmo com Alfredo Aguilar já recuperado de um problema clínico, e que já definiu o substituto de um de seus dois desfalques por suspensão: Otálvaro entra no lugar do lateral-direito Salazar.

Já o ala-esquerdo para a vaga de Iván Torres ainda é a dor de cabeça. Mateo Gamarra é quem aparece como favorito, mas não está descartada uma mudança de esquema para três zagueiros. Para tentar reverter a desvantagem de dois gols, Júlio Cáceres sabe que sua equipe não pode ser vazada, senão a missão será ainda mais difícil. E para isso, o técnico tem uma atenção especial em cima de Luiz Henrique, que fez o golaço que desequilibrou o primeiro jogo no início do segundo tempo:

– Luiz Henrique é um grande jogador, que nos superou nessa primeira jogada do segundo tempo, mas o temos bem estudado assistindo vídeos e jogos. Sabemos o que temos que fazer, estamos dois gols abaixo. Mas não podemos pensar em marcar o terceiro antes de marcar o primeiro – declarou, em entrevista para a “Rádio ABC Cardinal 730 AM”.

Pressão na arbitragem

Fora de campo, a diretoria do Olimpia também criou uma pressão sobre a arbitragem desde que retornou ao Paraguai na quinta-feira passada. No desembarque, o presidente do clube, Miguel Cardona, criticou a atuação do árbitro argentino Facundo Tello na derrota por 3 a 1 no Nilton Santos. No Defensores del Chaco, o chileno Roberto Tobar é quem apitará a partida.

– Esse árbitro também nos pendurou com uma arbitragem bem duvidosa. Estou descontente com esta arbitragem. Não só os pendurou nesse jogo (Iván Torres e Salazar), como também os tirou do próximo. Para mim, foi um trabalho cirúrgico. Foi uma vergonha. Falei com pessoas que são do futebol e isso é muito chamativo – disse, em declarações reproduzidas na “Rádio ABC Cardinal 730 AM”.

Mobilização da torcida

E a ideia é fazer pressão também nas arquibancadas. Nas redes sociais, o Olimpia vem convocando a torcida nos últimos dias como se fosse para uma guerra: “PRECISAMOS DE VOCÊ AGORA. Mais do que nunca. Este escudo não conhece o impossível. Adquira seu ingresso para o encontro de quarta-feira e vamos empurrar todos juntos 👊🏻. Todos ao Defensores!”.

E os torcedores do Olimpia, também conhecidos como os “franjeados”, compraram o barulho. Cinco dos oito setores do Defensores del Chaco disponíveis para a torcida local foram esgotados até a última segunda-feira – o estádio tem capacidade para cerca de 40 mil pessoas. E perfis de torcedores nas redes sociais têm usados vídeos dos gols do jogo em que os paraguaios eliminaram o Fluminense na Libertadores de 2013 para chamar o público.

– Que nos acompanhem na quarta-feira, para nós o fator local é importante, o apoio e o empurrão da torcida. A equipe rival sente. Temos desvantagem de dois gols, mas podemos reverter – afirmou Iván Torres, que deu aquela entrada dura em Luiz Henrique, em entrevista à “Rádio ABC Cardinal 730 AM”.

O Olimpia vai precisar ganhar por três gols de diferença para avançar de forma direta ou por dois para levar a disputa para os pênaltis. Qualquer empate é do Fluminense, que também se classifica em caso de derrota por um gol de diferença.

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Por Explosão Tricolor / Fonte: GE

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