Realidade e temor




Foto: Divulgação / Fluminense FC



É dureza ter que emitir uma opinião sobre uma eliminação do Fluminense. Mais dureza ainda é presenciá-la de dentro do estádio. Por mais que eu tenha a noção das limitações do time, sempre há uma ponta de esperança. É o tal do 0,01%, que é quase nada, mas que é o suficiente para manter o sentido da vida.

Sendo bem direto, a atuação do Fluminense na primeira etapa foi horrível. O Flamengo imprensou a rapaziada do Diniz. Do alto da arquibancada, me bateu uma agonia. O time até tentava sair, mas era facilmente desarmado. Por sorte, o Tricolor conseguiu achar um gol antes de sair para o intervalo.

Apesar da vantagem, a sensação do torcedor tricolor era a de que muita coisa teria que mudar para que o Fluminense conseguisse avançar à final do Campeonato Carioca. As escolhas do Diniz foram pra lá de questionáveis. Dodi e Daniel entre os titulares? Duas escolhas extremamente infelizes. Tudo bem, sei que o elenco é limitado, no entanto, Luciano como armador, Allan como segundo volante e João Pedro no comando do ataque poderiam ser alternativas mais interessantes.

Na etapa final, até que o time deu algum sinal de vida, mas não foi o suficiente para segurar a vantagem. Apesar de alguns não concordarem, achei falha do Rodolfo no gol do Flamengo. Mas não foi só dele. Gilberto também deu um tremendo mole.

A falta de peças de reposição acabou pesando. Sendo muito sincero, o time foi lutador, foi até onde dava. Infelizmente, essa é a dura realidade do Fluminense. Elenco limitado, salários atrasados, jogador com a cabeça fora do clube, etc… e ainda tem a gestão Pedro Abad que é totalmente incapacitada de estar à frente de um gigante centenário.

Não concordo com qualquer movimentação de caça às bruxas em relação ao trabalho do Fernando Diniz. Considerando o que ele tem à disposição e o cenário geral do Fluminense, dá para dizer que até fez bonito. No entanto, ele necessita rever alguns conceitos. O time precisa apresentar variações táticas para não virar presa fácil. A esperança é a de que ele consiga criar algumas variações até a estreia do Campeonato Brasileiro. Terá tempo de sobra para reinventar o time e realizar os devidos ajustes.  

Agora é rezar por dias melhores. Hoje, o meu maior temor é o de que a guerra política destrua de vez o Fluminense justamente num momento em que precisamos de paz para encarar um duríssimo Campeonato Brasileiro. Sendo assim, vale o seguinte questionamento: até que ponto a antecipação da eleição presidencial seria saudável para o clube? Fico muito à vontade para realizar esse tipo de questionamento já que sou um crítico ferrenho da atual gestão. Sinceramente, confesso que já não sei mais o que é melhor para o Fluminense.

Saudações Tricolores!

Vinicius Toledo



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