Reparem na jogada do gol…




Ganso (FOTO DE MAILSON SANTANA/FLUMINENSE FC)



O amigo leitor que me conhece sabe que eu estava sumido por um bom motivo. Mesmo assim peço humildes desculpas. O tempo livre estava ausente e, o compromisso laboral, acaba sendo uma prioridade. Em tempos de crise, de sacrifícios e perdas, o lazer também sofre um duro golpe. O principal lazer do trabalhador é o futebol. Eu estava sem tempo para acompanhar o Tricolor.

O jogo entre Bangu e Fluminense foi minha estreia na temporada. A verdade é que o Pó de Arroz ainda está na sua pré-temporada. A temporada 2021 será ainda mais insana, desgastante e complicada que a anterior. Contra o Bangu, os reservas do Fluminense não fizeram uma grande partida, mas algumas coisas servem de lição. A fase é de testes, temos que ter um pouco de paciência e aprender algumas lições.

Reparem na jogada do gol. Por um instante, o Time de Guerreiros jogou futebol. Sim, amigo leitor. Jogamos o nosso futebol, o futebol brasileiro. Nada do futebol estático, onde todos guardam posição e fazem da posse de bola morta uma razão de ser e existir. Não. O gol Tricolor foi o inverso do futebol com complexo de vira-latas. O lance que decidiu a partida teve cara de futebol brasileiro.

Caio Paulista partiu para cima da marcação. Antes de tudo, amigos, o brasileiro é um driblador. O atacante do Fluzão tentou o jogo individual e, depois de tontear o adversário, fez uma boa enfiada de bola. Julião não guardou posição.  O lateral se movimentou, passou para receber a bola no vazio, no espaço criado. Igor rolou para trás e Ganso finalizou para o gol. 

Precisamos recuperar a brasilidade do jogo, recuperar o futebol que dribla, que se impõe pela técnica, pela movimentação, pela criação do espaço e resgatar o lúdico, a força criadora do drible e seu encantamento. O jogador precisa de mais liberdade, precisa fugir das amarras do jogo excessivamente tático e estático. Reparem na jogada do gol, amigos. Nos serve de aprendizado e lição. Precisamos do lúdico, do drible, do jogo criativo – precisamos aprender a jogar como brasileiros. 

Teixeira Mendes



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