Se futebol fosse sinônimo de justiça




Fred (FOTOS: LUCAS MERÇON / FLUMINENSE F.C.)

Procura-se o time de quarta-feira. Procura-se Marcos Paulos. No Maracanã, o Fluminense fez dois gols a favor, um contra e deu um de presente para o Ceará. Resultado: empate decepcionante contra um adversário que deve lutar contra o rebaixamento até o fim do Brasileirão.

Assim como na partida contra o Atlético, tivemos uma baixa logo nos primeiros minutos quando Yago sentiu a coxa sozinho. Dessa vez, porém, o time de Odair Hellmann não jogou 200% do seu futebol e enfrentou uma equipe que não fazia questão de vencer a qualquer custo. Apesar disso, saímos na frente depois de boa jogada de Danilo Barcelos, Nenê, André — que entrou no lugar de Yago, fazendo com que a trinca do meio perdesse em capacidade de criação e chegada ao ataque. O lateral pareceu colocar com a mão a bola na cabeça do garoto Luiz Henrique.

Depois do gol, o Tricolor não soube mais o que fazer com a bola para criar jogadas de perigo. O Fluminense foi perdendo campo e passou a ver o Vozão incomodar pela esquerda com o rápido Léo Chu conforme o primeiro tempo foi chegando ao fim. Para piorar, só se levasse um gol. O que aconteceu quando o escanteio batido na área desviou em Hudson e morreu nas redes de Muriel. Não sei quem foi mais culpado, provavelmente o arqueiro.

O Ceará saiu para o intervalo e voltou melhor no Maracanã. Sim, o deserto no setor de criação e a incapacidade de incomodar pelas pontas permaneceu mesmo com a entrada de Caio Paulista no lugar de Hudson, que nem voltou para campo merecidamente. Não só isso, Léo Chu teve a chance de virar o jogo e passou muito perto disso no começo da segunda etapa. A nossa resposta ao domínio dos nordestinos foi a entrada de Ganso e Marcos Paulo nas vagas de Nenê e Luiz Henrique, que caiu bastante de rendimento.

Ganso conseguiu organizar o time e fazer com que tivéssemos mais velocidade na troca de passes na entrada da área. Teria sido muito bom se tivesse continuado assim até o fim, mas não passou de uns 10 minutos. Já Marcos Paulo, segue sendo um fantasminha não tão camarada. Temos que recuperá-lo o mais rápido possível, caso contrário, não dá para seguir sendo a esperança de Odair para mudar as partidas — uma pena, pois tem um grande potencial.

Em falha de Digão, um dos nossos melhores jogadores nas últimas partidas, Vinícius, o famigerado Vina, saiu de cara com Muriel e só teve o trabalho de driblar o goleiro e virar o placar. Se futebol fosse sinônimo de justiça, a partida teria acabado aí. 

Mas não é. Fred ajeitou o cruzamento de Caio Paulista à feição para Barcelos empatar aos 46 da etapa complementar. Méritos totais para o camisa 9, que mostrou ser capaz de contribuir para equipe com um só toque na bola, ou com a simples presença na área como foi no primeiro tento. Empate com sabor de quê? Vitória? Derrota? Deixo para vocês responderem.

Curtinhas:

– O sistema defensivo deu mais espaços, principalmente pela direita com Igor Julião, mas o nosso problema esteve longe de ser esse. Digão estava pendurado e não encara o Santos no próximo domingo.

– Um ponto contra o Atlético e um contra o Ceará. Sinceramente, eu aceitava inverter as atuações e sair com os três pontos dessa partida.

– Não é possível que Hudson inicie contra o Santos. Quem deveria entrar no time, e fazendo a mesma função, é o Ganso. O que o volante faz que o camisa 10 não pode fazer melhor?

– Não estamos satisfeitos, Barcelos. Não existe superação para ser exaltada, Odair. Tínhamos que ter ganho.

– O hype já passou, mas é sempre legal ver a camisa rosa em ação.

Saudações Tricolores, galera!

Carlos Vinícius Magalhães

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