Seguimos pontuando com Odair




Foto: Lucas Merçon / Fluminense F.C.

Mais um domingo de futebol com jogo do Fluminense no Maraca. O cenário era perfeito para uma bela partida diante do Bahia, porém a proposta do time comandado por Odair Hellmann não é essa e nunca foi. De qualquer forma, não faltou empenho, como é marca registrada desse elenco; faltou criatividade, o que não nos impediu de sair com a vitória pelo placar mínimo e a quinta posição da tabela.

O time teve uma postura mais ofensiva, é verdade, por méritos próprios e por deméritos dos baianos, que tiveram dificuldade para trabalhar a bola no nosso campo. A mudança de postura passou muito pela queda de Nenê pela esquerda e por Yago povoando com muita disposição o meio e procurando as jogadas. Porém nenhum dos dois, assim como Fernando Pacheco pela esquerda, é jogador para criar na entrada da área. O único chute a gol no primeiro tempo surgiu de um ótimo pivô de Fred para Nenê. Esse detalhe, a criação de oportunidades, foi o que impediu o único Tricolor do mundo de ir para o intervalo na frente do placar.

O juiz também teve sua parcela de culpa ao ignorar uma mão na bola de Juninho, defensor do Bahia, em bola alçada para dentro da área dos rivais. Pelo visto a equipe do VAR também não viu nada — mas esse lance pode ter pesado na decisão tomada no segundo tempo.

A criatividade novamente não apareceu na etapa complementar. Yago e Digão foram os únicos que mantiveram o bom nível de jogo até o fim, sendo os dois melhores em campo. O zagueirão, inclusive, só não gabaritou por conta de uma pixotada quando o placar ainda estava empatado. O “adulto de Xerém” foi fundamental cortando todas as bolas por baixo e por cima. Com Fred ilhado e Nenê sentindo o desgaste de sempre nos 45 minutos finais, coube ao peruano Pacheco levar perigo com bola na trave. E só.

Faltando vinte minutos para o fim e sem sofrer lá atrás, o Fluminense tinha que avançar as linhas dentro de casa. Mas isso não aconteceu. O torcedor tricolor, que assistiu incrédulo as derrotas contra CSA e Goiás do time de Fernando Diniz no ano passado, ao menos sabia de uma coisa: com Odair os resultados veem e seguimos pontuando. E não deu outra: pênalti! Por mais que a carga não tenha parecido grande o suficiente para alguns, o Vovô estava on para converter — Fred ainda estava em campo, mas, idolatria à parte, o cobrador de penalidades do Tricolor é o camisa 77.

Depois do gol, o time fez o mais do mesmo dos jogos anteriores. Dono do jogo desde o início, o Fluminense recuou e passou a apostar em contra-ataques com Caio Paulista e Felippe Cardoso, e uma boa oportunidade foi construída pela possante dupla. Buscando igualar o placar, o Bahia parou no sólido sistema defensivo de nosso treinador. O Tricolor não sofreu em momento algum, e isso é um ponto positivo para Odair Hellmann que merece ser destacado.

Curtinhas:

– Igor Julião realizou uma boa partida, não me surpreenderá se o Odair mantê-lo para o duelo contra o Atlético Mineiro. Já do outro lado, Danilo Barcelos está de fora de novo por conta de cartões… Haja emoção na quarta!

– Yago tem crescido de produção e já pede passagem entre os titulares. Quem poderia ceder a vaga? Hudson.

– Flu conquistou 10 pontos em 12 disputados contra Coritiba, Botafogo, Goiás e Bahia. Apesar do futebol pouco animador, Odair não pode ser criticado em relação aos resultados. Que tricolor realista poderia imaginar que estaríamos a seis pontos do líder?

– A dupla de zaga deixou de ser um problema nesta temporada. Luccas Claro, Nino, Digão e Matheus Ferraz tem sido seguros apesar da rotatividade na posição.

Saudações Tricolores, galera!

Carlos Vinícius Magalhães

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