Um balanço geral de estatísticas dos vinte jogos do Fluminense na temporada




Amigos Tricolores, o nosso Fluminense completou vinte jogos na temporada, num início de ano complicado. Atravessamos crise política, atrasos de salários, lambanças da diretoria em dispensas, jogador saindo via Justiça, início desastroso na inexpressiva excursão à Flórida, invasão histórica da sede interrompendo uma reunião do Conselho Deliberativo, pedido de impeachment do Presidente, desclassificação na Taça Guanabara na fase de grupos, eliminação na Copa do Brasil…

Até que um canequinho nós ganhamos: a inexpressiva Taça Rio.

Perdemos depois, na semifinal, a vaga para a decisão do campeonatinho carioquinha, uma competição em que os dirigentes a cada ano se esforçam para ter menos importância.

Nada contra o ganhador, que na verdade disputa em número de títulos no Rio de Janeiro apenas com a Portela.

Minha crítica é contra o bisonho regulamento da FERJ, pior a cada ano. Pelo segundo ano consecutivo um time é campeão sem ganhar um turno sequer, e neste ano a final foi feita entre os dois que não ganharam turnos!

Nesta série de mais dez jogos que analiso, o Fluminense conseguiu a proeza de perder duas vezes para o limitado time do Avaí, o que serviu para provar o quanto o elenco tricolor é fraco e precisa de reforços.

Vamos aos números, vasculhando os arquivos do DataPauloNense:

Em 20 jogos foram 9 vitórias, 6 empates e 5 derrotas. O time marcou 32 vezes e sofreu 18 gols. Aproveitamento de 55% dos pontos disputados.

Placar médio nos 20 jogos: Fluminense 1,6 x 0,9 Adversário, 1º tempo Flu 16 x 5, 2º tempo Flu 16 x 13.

Vamos aos Artilheiros?

Ainda sentindo a saída dos 5 dos 6 principais artilheiros do ano passado (Henrique Dourado, Richarlison, Wellington Silva, Gustavo Scarpa e Wendel), coube a Marcos Junior o protagonismo, ao menos neste início de temporada. Pedro encostou nos últimos jogos:

Marcos Junior – 8

Pedro – 7

Gilberto e Robinho – 3

Sornoza – 2

Caio, Renato Chaves, Dudu, Marlon Freitas, Ibañez, Reginaldo, Douglas, Gum e Jadson – 1

14 diferentes jogadores marcaram gols no ano!

Já foram utilizados 35 jogadores na temporada!

Goleiros vazados:

Júlio César – 14 gols em 18 jogos

Marcos Felipe – 3 gols em 1 jogo

Rodolfo – 1 gol em 1 jogo                                             

Cartões amarelos:

Richard – 7

Marcos Junior – 6

Ibañez e Renato Chaves – 5

Jadson – 4

Sornoza – 3

Henrique Dourado, Matheus Alessandro, Pedro, Frazan e Pablo Dyego – 2  

Evanilson, Douglas, Ayrton Lucas, Gilberto, Reginaldo, Júlio César e Rodolfo – 1

Cartões vermelhos: 3 no total

Caio (contra Boavista) – 1

Sornoza (por 2 amarelos, contra Portuguesa) – 1

Dudu (contra Avaí) – 1

Pênaltis:

3 A FAVOR:  Convertidos por Pedro e Robinho (contra o Volta Redonda), e Douglas, contra a Cabofriense.

2 CONTRA:  Convertidos pelo Boavista e o Volta Redonda.

DISPUTA DE PÊNALTIS:

Fluminense 4 x 5 PSV

5 batidos:  4 convertidos (Robinho, Pedro, Jadson e Renato Chaves) e 1 perdido (Romarinho, nem de pênalti!)

5 batidos pelo adversário: 5 convertidos

Faltas diretas:

O Flu fez um gol de falta direta: Sornoza, contra o Vasco.

E não sofreu nenhum.

EMBAIXADINHAS:

– Apesar de todas as dificuldades de um time sendo remontado, com várias carências e limitações, o Fluminense conseguiu uma vitória histórica em Moça Bonita, igualando o maior placar já obtido contra o Bangu no estádio do adversário. Já vencera por 4 x 0 em 1979, com 2 gols de Robertinho e 2 de Fumanchu.

– Pontos positivos observados até agora: Ayrton Lucas na lateral esquerda. Ibañez subiu com personalidade e desenvoltura. Pedro começou mal, mas melhorou um pouco, chegando mesmo à artilharia do estadual. Jadson mostra alguma personalidade e utilidade.

– Pontos negativos: falta de jogadores para criar jogadas, sobrecarregando o Sornoza. O esquema com 3 zagueiros não convence, parece que foi introduzido pela carência do elenco no meio, reforçando a zaga para soltar os laterais. Ainda acredito no Pedro.

– Na estatística dos 10 primeros jogos eu afirmava: Cinco vitórias seguidas contra adversários como Madureira, Caldense, Macaé, Salgueiro e Bangu não podia enganar ninguém!

– O time da Gávea ganhou a Taça Guanabara; o Flu, a Taça Rio. Botafogo levou o Estadual e os da colina levaram o seu título de honra: o VICE. (Até na eleição deles ganhou o vice!)

– Estava claro que a diretoria iria enrolar com isso mesmo para o Estadual, mas reforços para o Brasileirão e o restante da temporada são extremamente necessários. O time é fraco!

– Eu queria saber se Rodolfo (que só jogou contra a Cabofriense) e De Amores servem para defender nossa meta. Foi perdida a oportunidade de testes no Carioca.

– Repito o que já escrevi na estatística dos 10 jogos: com esse time não bastará um abade… Temos que contratar um convento inteiro para as orações no Brasileirão.

– Quarta-feira começa 2018. Feliz Ano Novo, Fluminense! Estarei no Maraca! Vamos mostrar a eles quem manda na baixitude!

– Escrever sobre o Fluminense é sempre um grande prazer. Estive cerca de 20 dias me mudando e me estruturando no novo lar. Minha internet ficou fora por algum tempo, e não escrevo faz algum tempo. Estou agora pertinho da nossa sede Sagrada. Voltei às origens!

Porque O IMPORTANTE É O SEGUINTE: SÓ DÁ NENSE!!!

Paulo Nense



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