O Fluminense é nosso!




Foto: Vinicius Toledo

Mais uma derrota do Fluminense no Brasileirão. Já é a quinta em 16 partidas. E o pior: temos as mesmas cinco vitórias. Pois é meus amigos, a cada rodada temos certeza de que o time não almeja muita coisa neste ano. Do jeito que vai, é brigar pra não cair.

Mas sempre me incomoda muito a postura de Pedro Abad no comando do clube. Em nenhum momento ele é transparência o suficiente com a situação do Tricolor. Apenas fala que estamos no vermelho e que é preciso enxugar a máquina para controlar as finanças. Números, porém, ninguém sabe, o que levanta diversas dúvidas sobre a gestão do clube.

O melhor modelo inventado para gerir pessoas, equipes, grandes empresas ou até mesmo um país é a velha e boa transparência financeira. Os colaboradores, torcedores, contribuintes e até mesmo os sócios possuem o direito de saber em que consiste cada operação realizada pela direção. E, nesse aspecto, como já exaustivamente escrevi neste democrático espaço, Pedro Abad e sua trupe não andam no caminho certo.

Um exemplo simples do que se está falando é a contratação do lateral-esquerdo Marlon. Pouco ou quase nada se falou sobre os valores pagos pelo clube para ter o futebol do garoto. É como se o torcedor, que é, no final das contas, quem mantém o clube, não tivesse o direito de saber quanto pagou por sua contratação.

É claro que o sigilo de uma negociação em curso pode ser vital para o desfecho favorável, mas, uma vez concluída, os detalhes devem vir à tona.

Vejam as contratações dos clubes europeus. Desde a negociação já se sabe quais são os valores aproximados vinculados à operação e o torcedor tem a exata noção do quanto seu time pode gastar ao longo da temporada e quais são suas reais aspirações.

No Brasil, ainda romantizamos demais a relação entre clube e a torcida e esquecemos que um time tem comando mas, na condição de associação que é, os proprietários são os sócios e, em última análise, cada um daqueles que compõe a massa de torcedores de uma equipe. Afinal, pay per view, bilheteria e cota de televisão depende sempre do número de fanáticos de cada agremiação.

Pedro Abad irrita até mesmo quando resolve conceder entrevista. Na última semana, ao falar na Rádio Globo, ele adotou o mesmo discurso de austeridade e pés no chão e disse que, na medida em que fosse necessário, traria jogadores com intensidade e que adotassem a mesma filosofia de marcação pesada. Sério! Ele disse que o time está marcando bem este ano. Só pode estar de brincadeira!

É irritante ver tricolores receberem as críticas a Pedro Abad como definição de uma linha política. Estou pouco me importando com qualquer político tricolor que seja; na verdade, eu e todos nós queremos que o Fluminense seja bem tratado e administrado com profissionalismo e respeito às suas tradições.

Com qual dinheiro isso será possível? Talvez, se a diretoria tivesse uma estratégia de marketing mais agressiva e que envolva a torcida de um modo geral conseguiria arrecadar mais recursos e gerir melhor o clube. Parece que nosso departamento de marketing é composto de “Armandinhos” que só conseguem falar a linguagem de uma classe mais elitizada e, ao mesmo tempo, burra, porque não percebem a imensidão que é o Fluminense.

É triste ver Pedro Abad e cia jogando a responsabilidade pra cima da garotada. Se não fosse Abel Braga, os moleques de Xerém estariam todos queimados e, com muita sorte, não teriam a carreira comprometida pela irresponsabilidade da diretoria. Os meninos estão dando o sangue em campo e não têm culpa da falta de maturidade que só conseguirão com a sequência de jogos e campeonatos.

Incomoda também saber que tivemos este discurso de austeridade durante seis anos na gestão de Peter Siensem e não passamos de um título brasileiro, mesmo com os milhões despejados no clube pela Unimed.

Pedro Abad conseguiu aquilo que parecia impossível: irritar Pedro Antônio a ponto de obrigá-lo a ir para a imprensa e alertar sobre a lerdeza com a qual a diretoria estava tratando a questão do estádio próprio e a subserviência ao Flamengo. Foi mandado embora! De forma absurda, o atual Presidente e a Flusócio, grupo político que lhe dá sustentação, retirou do clube o único dirigente que nos orgulhava e o verdadeiro responsável pela construção do nosso Centro de Treinamentos.

O remo tricolor não está em boas mãos. Política de austeridade sempre é positiva, desde que conjugada com resultados responsáveis e transparentes. Fora isso, sempre gera insatisfação e suspeita.

Fica um recado: somos tricolores e sempre lutaremos por este clube!

Ser Fluminense acima de tudo!

Toco y me voy:

  1. Abel Braga é um grande administrador de elenco. Talvez um dos técnicos no país que melhor faz isso. Mas na organização tática da equipe ele falha muito. Ora atacamos muito, ora defendemos muito. Falta equilíbrio. Mas, ainda assim, é melhor que continue no time.
  1. Repito: Pedro Abad dizer que um time que levou 24 gols em 16 rodadas do Brasileirão possui “marcação intensa” é brincar com nossa cara!
  1. O time não foi mal no domingo. Mas o Corinthians mostrou porque é líder: equipe bem organizada, confiança no que fazem e certeza do que devem desempenhar em campo.
  1. Não crucificarei Henrique Dourado pelas partidas ruins que vem fazendo. O cara acabou de voltar de contusão. Lembrem-se: ele é o nosso artilheiro no ano.

Evandro Ventura

Foto: Vinicius Toledo / Explosão Tricolor

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