Até quando os “detalhes” vão nos custar títulos? A conta do empate em Salvador (por Vinicius Toledo)




John Kennedy marcou mais um gol na temporada de 2026
John Kennedy ((Foto: Marcelo Gonçalves / FFC))
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Por Vinicius Toledo

A real sobre o empate em 1 a 1 entre Bahia e Fluminense é que ele tem um amargo gosto de derrota. Ok, todos sabemos que jogar na Arena Fonte Nova nunca é fácil — a história e o retrospecto estão aí para provar. Mas a verdade é que a rapaziada do Zubeldía deu mole.

O brilho de John Kennedy e o quarteto ofensivo

Na primeira etapa, o Fluminense teve a faca e o queijo na mão para liquidar a fatura. John Kennedy abriu o placar após uma belíssima jogada trabalhada em conjunto com Martinelli, Nonato e Lucho Acosta.

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Pelo conjunto da obra, foi um golaço. É raro ver uma troca de passes tão rápida entre quatro jogadores terminar no fundo da rede. O quarteto mandou muito bem e mostrou que, quando quer, o time tem volume de jogo.

O pecado do desperdício: Serna e Canobbio

No entanto, o desperdício castiga. Kevin Serna teve a chance e perdeu. Alguém vai dizer que a bola quicou? Sim, quicou. Mas um atacante de elite precisa ter recurso para mudar a forma de bater na bola em frações de segundo.

Infelizmente, Serna e Canobbio têm sido “duas tristezas” na hora da última bola. A dupla é muito útil na recomposição defensiva e na marcação alta, mas na função principal — que é atacar e decidir — deixam muito a desejar. Não são jogadores para serem titulares do Fluminense.

Alerta ligado desde a temporada passada

A temporada passada já tinha deixado esse alerta, especialmente na Copa do Brasil e na Sul-Americana, quando formavam o ataque com o terrível Everaldo. O Fluminense não pode insistir em quem não resolve.

Falha geral e o “estatismo” de Freytes

Renê em ação pelo Fluminense na Arena Fonte Nova
Renè (Foto: Marcelo Gonçalves / FFC)

O gol sofrido na etapa final foi o retrato de uma falha geral. Canobbio não bloqueou o cruzamento rasteiro, Freytes mais uma vez ficou apenas assistindo à bola passar, Fábio saiu pessimamente e o Renê cochilou.

É impressionante como qualquer bola cruzada na área tricolor, seja por baixo ou pelo alto, vira um “Deus nos acuda”. A comissão técnica precisa ajeitar isso com treino, mas também com coragem: passou da hora de barrar o Freytes, que é um espectador privilegiado dentro da área. Até quando, Zubeldía?

O recado para a diretoria: Chega de narrativas

Jogadores como Freytes, Serna e Canobbio são os tais “detalhes” que decidem um mata-mata para o lado negativo. O Fluminense do Zubeldía é um time disciplinado e aplicado, mas falta peça de reposição à altura. Precisamos urgentemente de um zagueiro de hierarquia, um ponta decisivo e um centroavante de peso.

Se a diretoria não usar os 20 milhões de euros da venda do Jhon Arias para contratar reforços de verdade, vamos terminar o ano ouvindo aquele velho discurso de dirigente sobre o “orgulho de ter lutado até o fim de forma competitiva”.

Chega disso, né? O torcedor quer títulos, não frases de efeito que geralmente são reproduzidas pela mesma turminha de sempre.

Forte abraço e ST!

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