Everaldo e o descaso com o dinheiro do Fluminense (por Leandro Alves)




Everaldo foi emprestado pelo Fluminense ao Bahia com divisão salarial
Foto: Fluminense FC
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O retorno de Everaldo ao Bahia, sob moldes de empréstimo com ônus salarial, expõe as feridas de uma gestão que negligencia o dinheiro do clube e reitera erros estratégicos no futebol tricolor.

POR LEANDRO ALVES

O empréstimo de Everaldo ao Bahia é mais um exemplo de como a gestão do Fluminense lida de forma negligente com as finanças do clube, tratando o orçamento como se fosse um recurso inesgotável.

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Milhões investidos na contratação

Para início de conversa, o Tricolor jamais deveria ter contratado o Everaldo. Embora pareça óbvio apontar isso agora, é fundamental recordar que o Fluminense desembolsou 700 mil euros (R$ 4,2 milhões na cotação da época) para adquiri-lo junto ao próprio Bahia. Pelo desempenho entregue, mesmo se tivesse vindo sem custos, o investimento seria questionável. Pagando uma cifra milionária, torna-se injustificável.

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Além do montante investido na aquisição, o Everaldo chegou às Laranjeiras com vencimentos elevados. Apesar do sigilo contratual, especula-se um salário entre R$ 400 mil e R$ 600 mil mensais. O clube aplicou todo esse esforço financeiro em um jogador que registrou apenas 9 gols em 62 partidas.

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Everaldo em ação pelo Fluminense Football Club
Foto: Lucas Merçon / Fluminense FC

O absurdo da divisão salarial 

Para agravar a situação, o Fluminense optou por emprestar Everaldo ao Bahia aceitando dividir o pagamento dos salários, conforme noticiado pelo jornalista César Luis Merlo. Mesmo com uma proposta dos Emirados Árabes em mãos, a diretoria tricolor preferiu um modelo de negócio em que continua arcando com parte dos custos. É uma decisão, no mínimo, incompreensível.

O grande responsável 

Para sermos justos com os profissionais do departamento de futebol, precisamos nomear o principal responsável por esse prejuízo: Mário Bittencourt. Como presidente, viabilizou a compra. Agora, ocupando a função de diretor, participa do empréstimo com ônus salarial.

Em qualquer organização corporativa séria, um executivo que demonstrasse tamanha falta de zelo com o capital da empresa seria desligado. No Fluminense, observa-se o oposto: a perpetuação no poder e a concentração de funções.

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Foto: Marcelo Gonçalves / Fluminense FC

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