O centroavante argentino de 27 anos detalhou os fatores que moldaram suas estatísticas na Argentina e afirmou que vive seu melhor momento técnico para assumir o ataque tricolor.
A maior contratação da história do Fluminense não foge dos questionamentos sobre o seu retrospecto. Apresentado oficialmente nesta segunda-feira (16), o atacante Rodrigo Castillo comentou abertamente sobre os 40 gols marcados em sua trajetória profissional. O jogador, que custou R$ 67 milhões, contextualizou a sua carreira e garantiu que a maturidade tardia o preparou para o desafio de ser o “homem-gol” do Tricolor das Laranjeiras.
Maturidade tardia e futebol travado
Castillo explicou que a sua transição para o futebol profissional ocorreu de forma atípica. Diferente de muitos talentos que explodem aos 17 anos, o argentino estreou na elite apenas aos 23 anos. Além disso, ele destacou as características do futebol em seu país natal como um fator limitante para artilheiros.
– Torneio argentino tem menos jogos, e a partidas são mais travadas. Por isso, os atacantes têm menos gols no ano e, ao longo dos anos, tenham menos gols somados. Eu estreei no profissional com 23 ou 24 anos, então tudo foi um pouco mais tarde. Mas isso não quer dizer que não posso render aqui, porque sei que venho crescendo com o decorrer dos anos. Acho que estou preparado para esse desafio. É uma responsabilidade chegar aqui, com o que o clube depositou em mim, é uma aposta, mas tenho muita fé e estou convencido que os gols vão chegar – afirmou o centroavante.
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Trajetória de superação
O novo camisa 9 tricolor relembrou passagens por clubes como River Plate, Unión de Santa Fe e Gimnasia y Esgrima, onde enfrentou obstáculos como a pandemia e a falta de oportunidades. Sua ascensão real começou no Deportivo Madryn e se consolidou no Lanús, clube que o projetou para o mercado brasileiro.
– Não fiz categorias de base num clube da AFA (Associação de Futebol Argentino). Chego com 18 anos ao River Plate. Depois de dois anos, com 20 anos jogando como reserva, fui para o Unión de Santa Fe, foi o ano da pandemia e tampouco pude jogar. Fui ao Gimnasia de la Plata, onde não consegui jogar. Fui ao Deportivo Madryn por empréstimo. Lá começo minha temporada no futebol profissional. Fiz 12 gols, depois voltei ao Gimnasia e fiz mais 12 gols. Depois de dois anos, o Lanús me comprou, com já 25, 26 anos. Nos últimos quatro, cinco anos, venho crescendo. São coisas que acontecem no futebol. Comigo, aconteceu de eu estrear com mais idade, há meninos que arrancam muito cedo. São experiências, etapas de cada um. Venho crescendo como jogador e cheguei aqui muito convencido que posso fazer bem as coisas – concluiu o atacante argentino.
Foco no “desencanto”
Ciente do investimento recorde realizado pelo Fluminense, Castillo mantém a fé de que as redes balançarão em breve. Com o apoio de Luis Zubeldía e a qualidade do meio-campo tricolor, o argentino enxerga o cenário ideal para elevar a sua média de gols. O próximo compromisso contra o Vasco, na quarta-feira (18), surge como a oportunidade perfeita para o atacante marcar o seu primeiro gol e iniciar a retribuição ao investimento do clube.
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