Entre a ciência do esporte e o oportunismo das redes sociais, Vinicius Toledo analisa o momento do Fluminense e critica a falta de profundidade no debate esportivo atual.
(por Vinicius Toledo)
Fala, galera tricolor! Tudo tranquilo?
Após a inaceitável estreia do Fluminense na Conmebol Libertadores, na última terça-feira, alguns leitores e usuários das redes sociais resolveram me enviar mensagens diretas questionando, em tom de deboche, o que adiantou ter poupado titulares contra o Coritiba. Alguns, inclusive, limitaram-se a enviar emojis de gargalhadas.
Honestamente, está cada vez mais difícil manter um debate saudável sobre qualquer tema neste país. Conforme já mencionei algumas vezes, isso é fruto de uma política de “Educação Zero”. O sistema não tem interesse em desenvolver a população; um povo educado e abastecido de conhecimento é uma ameaça real à “meia dúzia” que manda de fato no Brasil.
Respondendo de forma direta aos que enviaram as mensagens: sigo afirmando que a decisão de poupar contra o Coritiba foi correta. Eu respeito os fatos e, principalmente, a ciência. Baseei minha opinião em informações de bastidores sobre a situação física do Savarino, o histórico clínico de Samuel Xavier nos últimos dois anos e o estado em que Canobbio retornou dos amistosos com a seleção uruguaia.
O Fluminense só não venceu o Coritiba por incompetência própria — criou chances claríssimas para matar o jogo — e por um erro crasso da arbitragem ao anular o gol legítimo de Kevin Serna.
Na Venezuela, a força máxima entrou em campo contra o Deportivo La Guaira e, sim, rendeu muito mal. O time estava desligado. Dois lances explicitaram bem esse apagão: Savarino errando o lado da cobrança de escanteio e Renê cobrando um lateral “com a mão mole”, entregando a bola no peito do adversário.
Mesmo jogando muito abaixo, o Fluminense criou diversas chances reais, mas faltou competência para colocar a bola na rede. E, novamente, a arbitragem prejudicou ao ignorar dois pênaltis claros.
Não queria perder meu tempo respondendo o óbvio, mas não poderia ficar calado. Nos dias atuais, é muito fácil “criar um personagem” e jogar para a galera. Se o time está bem, é festa; se está mal, a corneta come solta, valendo até achincalhar a instituição para ganhar inscrições, likes e superchats até de torcedores rivais.
É uma pena que a nossa sociedade valorize mais o entretenimento barato do que um debate recheado de informações reais, estudos e estatísticas. Como bem avisou o eterno profeta tricolor, o gênio Nelson Rodrigues: “Os idiotas vão tomar conta do mundo; não pela capacidade, mas pela quantidade. Eles são muitos.”
Forte abraço e ST!

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