Carta aberta a Luiz Zubeldía: Quarta-feira é guerra




Escalação do Fluminense: Zubeldía tem dúvidas para o Fla-Flu
Luis Zubeldía

Em coluna ácida, Lindinor Larangeira cobra assertividade de Zubeldía, pede Arana titular e alerta: a instabilidade do futebol brasileiro não perdoa erros em “jogos do ano”.

Por Lindinor Larangeira

Prezado professor Luiz Zubeldía,

Não sei se esta carta chegará ao seu conhecimento. Ainda assim, mesmo na dúvida, sinto a necessidade de dividir algumas reflexões sobre o seu trabalho e o de sua comissão técnica, que considero, até aqui, bastante positivo.

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O futebol brasileiro, no entanto, é implacável. A instabilidade da profissão de treinador é notória e não deixa margem a interpretações: dez demissões em apenas 11 rodadas do Brasileirão falam por si. O ambiente, hoje, é de apreensão.

Um princípio de crise

O momento do Fluminense é de apreensão e revolta por parte da maioria da torcida. Revolta que nasce do princípio de uma crise criada por uma atitude, no mínimo, inexplicável da diretoria, que, além de afrontar o torcedor, não abriu qualquer canal de diálogo com comissão técnica e elenco.

Falo em princípio de crise porque o temor maior é que tudo se transforme em algo ainda mais profundo por conta de uma única partida, elevada ao patamar de “jogo do ano”. Uma realidade criada, sobretudo, pelos desatinos dos dirigentes. Nesta partida, apenas a vitória parece capaz de devolver um pouco de tranquilidade ao povo tricolor.

Ouça a voz da arquibancada

Sem o principal armador à disposição, a escalação de Savarino na meia se impõe. É uma solução lógica diante do cenário apresentado. Na lateral esquerda, em jogos onde a vitória é vital, Arana se mostra uma opção mais agressiva e qualificada do que o regular Renê.

Sobre Freytes, faço questão de registrar: fui um dos primeiros a pedir sua contratação. Vejo potencial e qualidade, mas a torcida demonstra clara impaciência. Até mesmo pensando na preservação do atleta, uma ida momentânea ao banco poderia ser benéfica. Já John Kennedy e Rodrigo Castillo oferecem características distintas e podem — e devem — ser utilizados conforme o contexto da partida e as necessidades do jogo.

Carta aberta a Zubeldía: Quarta-feira é guerra para o Fluminense
Luis Zubeldía

A cobrança por mais assertividade

No aspecto do campo e bola, a crítica mais recorrente da torcida diz respeito à demora nas substituições. Evidentemente, a responsabilidade final é do treinador, mas é um pedido legítimo por mais assertividade na leitura do jogo, sobretudo quando é necessário mudar o ritmo da partida.

A arquibancada entende o processo, mas cobra respostas mais rápidas em momentos-chave.

Espírito de Guerreiros

Por fim, apesar de todo o contexto turbulento, fica o desejo — e a confiança — de que o senhor consiga resgatar o espírito do Time de Guerreiros em seus comandados. Porque quarta-feira é guerra.

E a nossa galera, como sempre, vai jogar junto.

Saludos!

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Sobre Vinicius Toledo 1292 Artigos
Criador do Explosão Tricolor e atuando na cobertura jornalística do Fluminense desde 2014 com milhares de matérias e colunas publicadas sobre futebol, gestão e política. Formação acadêmica de Administração e especialização em Finanças e Marketing. Saudações Tricolores!