Em jogo de reviravoltas, Fluminense supera erros defensivos e bate o Santos por 3 a 2; vitória acalma os ânimos, mas não apaga as falhas de planejamento da diretoria.
Por Vinicius Toledo
O que falar desse jogo na Vila Belmiro? Meu Deus do céu! O Fluminense buscou uma vitória por 3 a 2 contra o Santos que foi um teste para o coração de qualquer tricolor. Mas, para além dos três pontos extremamente necessários, a partida deixou lições claras que o técnico Luis Zubeldía e a diretoria não podem ignorar.
O início tenebroso e o brilho de Savarino
Nos primeiros 15 minutos, fomos simplesmente engolidos. O Santos abriu o placar após falhas de Alisson e Freytes em jogada do Neymar — que, diga-se de passagem, meteu a mão na cara do Alisson e o lance poderia muito bem ter sido anulado. O Peixe quase ampliou em novo erro de Freytes, mas o Fluminense só se encontrou após os 20 minutos, quando Savarino tirou um coelho da cartola. Que golaço! Um chute no ângulo, do meio da rua, candidato a gol da rodada.
As falhas defensivas e a virada heroica
No segundo tempo, a história se repetiu: um “pé mole” de Jemmes na marcação permitiu o segundo gol santista. Mas o Flu não se entregou. Guga, que entrou muito bem, cruzou para Castillo testar para a rede: 2 a 2. Fisicamente, o time sobrou no final e achou o gol da vitória com John Kennedy, que aproveitou o rebote de Castillo para garantir os três pontos.
Recados para Zubeldía: Lateral e Zaga
Precisamos falar da lateral-direita. Samuel Xavier vem travando o jogo do time e o Guga, neste momento, entrega muito mais. Fica aqui o apelo ao treinador: considere o jovem Júlio Fidelis. Não é a solução definitiva, mas é uma opção com pulmão e ímpeto que o elenco limitado precisa.
Na zaga, o sinal é vermelho. Jemmes e Freytes não passaram segurança. Onde está o Millán? A torcida do Nacional-URUjá faz campanha para resgatá-lo enquanto ele sequer estreia por aqui. É incompreensível.

O peso da base e a “ausência” de medalhões
A partida mostrou que, sem o peso histórico de nomes como Germán Cano (que infelizmente não entrega mais o que entregava) e com um time mais leve sem Ganso, o Fluminense consegue competir fisicamente. Nosso elenco é curto e a rotação será obrigatória com a sequência de Copa do Brasil e Libertadores em La Paz.
A vitória é da torcida, a crise é da diretoria
Por fim, não se enganem: a “paz” na virada não apaga o clima pesado criado pela diretoria desde a decisão do Fla-Flu. Temos que continuar cobrando para que erros assim não se repitam.
Parabéns à torcida que protestou de forma pacífica e respeitosa na sede. Essa vitória de 3 a 2 é de vocês, que criticam de forma saudável e amam o clube. O resultado acalma, mas o questionamento sobre o planejamento continua firme.
Saudações Tricolores!
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