Em crônica implacável, Lindinor Larangeira define empate do Fluminense como ‘atentado ao futebol’ e questiona passividade de Zubeldía e do elenco tricolor.
(Por Lindinor Larangeira)
“A gente não conseguiu produzir muito, mas também não saiu derrotado. Em jogo de mata-mata, isso é importante. Levamos a decisão para o Maracanã, onde somos muito fortes.”
Se ainda havia alguma dúvida de que o Fluminense saiu satisfeito com o empate sem gols diante do Operário-PR, no Estádio Germano Krüger, a entrevista de John Kennedy tratou de encerrá-la de vez.
Um atentado ao futebol
Aliás, chamar aquele show de horrores de “jogo” ou “partida de futebol” já beira o desrespeito ao esporte. E tudo começa pelo gramado: um verdadeiro pasto, indigno do calendário nacional, que colocou os atletas em risco desde o primeiro minuto.
Aos três, Martinelli foi a primeira vítima do piso irregular. Sua saída precoce foi um tiro mortal contra qualquer resquício de criatividade tricolor. Sem Lucho Acosta, Savarino e Martinelli, o Fluminense vira um deserto de lucidez, um time sem ideias, sem pausa e sem alma.

O “Trem Fantasma” contra o “funcionário fantasma”
No contexto do mata-mata, até dá para entender o argumento de JK. Com o empate fora de casa, o Fluminense tem a obrigação moral de vencer o limitado Operário no Maracanã.
Mas sobre o que se viu em campo — um arremedo de partida, uma pelada bastante vagabunda — poupo o leitor de análises técnicas. Cabe apenas uma metáfora: foi o duelo entre o “Trem Fantasma”, apelido do time de Ponta Grossa, e o Fluminense, que naquela noite se transformou no “funcionário fantasma” — deixou o paletó pendurado na cadeira e simplesmente abandonou o expediente. Foi um espetáculo assustador.
O pouco que se salva
É verdade que o Operário praticamente não incomodou a defesa tricolor. Por outro lado, a estreia do zagueiro Julián Millán merece registro positivo. O colombiano mostrou garra, segurança e bom tempo de bola. Num cenário tão pobre, foi um raro ponto de luz. No mais, um jogo em que até a bola pede desculpas por estar ali.
Recado para Zubeldía e o elenco
Sem ambição, o Fluminense não vai disputar nada em 2026. A preguiça e a apatia diante de um adversário apenas aguerrido resultaram em mais uma atuação constrangedora.
O treinador também tem sua parcela de responsabilidade. Por que não usou todas as substituições? Riquelme, Ganso e Wesley Natã talvez não resolvessem, mas manter aquela pasmaceira foi de lascar. E fica a pergunta: por que não dar uma oportunidade ao garoto Júlio Fidélis diante da fase tenebrosa de Samuel Xavier?
Tendo a concordar parcialmente com JK: não perdemos com Otávio em campo. Portanto, dentro desse cenário, ainda estamos no lucro.
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