Técnico tricolor aposta em “memória fisiológica” do elenco e prega inteligência com a bola para superar os 3.650 metros de La Paz.
O Fluminense terá uma postura diferente na próxima quinta-feira (30/04). Em entrevista coletiva após o triunfo sobre a Chapecoense, o técnico Luis Zubeldía confirmou que fará ajustes táticos para enfrentar o Bolívar pela Libertadores. O comandante argentino reconhece que o ar rarefeito de La Paz exige uma forma de jogar menos reativa e mais cerebral.
Zubeldía destacou pontos fundamentais para sobreviver aos 3.650 metros acima do nível do mar: controle de posse, redução de piques desnecessários e atenção redobrada aos chutes de longa distância, já que a bola ganha mais velocidade.
A “Memória Fisiológica”
O treinador trouxe um conceito interessante ao projetar o duelo. Segundo Zubeldía, o segredo para um bom resultado passa pela experiência prévia dos atletas na altitude.
– Sim, é um contexto diferente. Vamos tratar de nos adaptar com o que melhor possamos. Há situações importantes na altitude. Não tive oportunidade de dirigir equipes a 3.600m, mas em lugares como contra LDU, a 2.800m. Há sempre algumas dicas, como controlar a bola, não correr mais do que a conta, os chutes ao gol de meia distâncias, há situações para que se sinta um pouco menos, mas a altitude sempre se sente.
– O segredo é conviver com essa situação. Aqui já experimentei partidas na altitude, há certamente uma memória fisiológica. Isso escutei uma vez de um professor que dirigiu o Boca, que falava sobre memória fisiológica dos jogadores que estão acostumados com a altitude, que podem estar em equipes distantes, mas que habitualmente sobem à altitude têm essa memória. Como, por exemplo, um jogador equatoriano que está jogando na Europa e vem a Quito nas Eliminatórias. Ele, por mais que esteja jogando longe, tem a memória fisiológica, que basicamente tem a ver com já ter experimentado. Claro que vai sentir a altitude, mas o importante é ter tido essa experiência para não agravar a situação e conviver da melhor maneira. Partindo dessa premissa, tomara que façamos um bom jogo lá, sabendo das dificuldades.
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Planejamento de Choque
Para reforçar essa estratégia, o Fluminense adotará uma logística ousada. O clube optou por chegar à capital boliviana apenas no dia da partida. A ideia da comissão técnica e do departamento médico é realizar o jogo dentro da “janela” de seis horas, antes que o organismo sinta os efeitos mais severos da hipóxia (falta de oxigênio).
Com apenas um ponto no Grupo C, o Tricolor encara o Bolívar como uma verdadeira final. O Time de Guerreiros precisa da vitória para evitar que os adversários disparem na tabela e para manter vivo o sonho do bicampeonato continental.
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